IEFP instala o caos e pede devolução de incentivos às empresas

Quando foi lançado, no verão do ano passado, o incentivo à normalização de atividade pretendia ajudar as empresas a sair do lay-off, pelo que não permitia  que estas recorressem a outros regimes de auxílio económico, durante o período de prestação.

Revista de Imprensa

O Instituto de Emprego e Formação Profissional (IEFP) está a pedir a um número indeterminado de empregadores que devolvam os subsídios atribuídos durante o ano passado, no âmbito dos incentivos prestados contra a covid-19, por razões que ainda não foram explicadas a qualquer redação ou empresa.

O maior problema está, segundo avança o ‘Negócios’, nas empresas que pediram o incentivo à normalização e que depois, em novembro e dezembro, recorreram ao chamado “apoio à retoma”, um regime de lay-off que permite redução de horário em função da quebra de faturação, mesmo quando não receberam a segunda tranche do auxílio económico.

Quando foi lançado, no verão do ano passado, o incentivo à normalização de atividade pretendia ajudar as empresas a sair do lay-off, pelo que não permitia  que estas recorressem a outros regimes de auxílio económico, durante o período de prestação.

Em novembro, a ministra do Trabalho, Ana Mendes Godinho, anunciou que as empresas que recorreram a este apoio não precisavam de devolver os 228 milhões de euros pagos até essa altura, como refere o jornal económico do grupo Cofina.

Na sexta-feira, o IEFP  foi confrontado pelo ‘Negócios’ relativamente a este assunto, mas não apresentou qualquer justificação para a devolução, nem o número de empresas que estão envolvidas no processo. Mais desenvolto foi o  Ministério do Trabalho que, contactado pelo mesmo jornal, garantiu que “o IEFP está a analisar estas situações para notificar os casos em que houve acumulação de apoios ou em que não foram cumpridas outras regras”.

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Paula Franco, bastonária da Ordem dos Contabilistas Certificados, quando questionada pelo ‘Negócios’ sobre qual poderá ser em números redondos a quantidade de empresas afetadas por esta medida do instituto, tendo em conta as queixas que têm chegado há três semanas, refere: “De uma forma geral, pelo número de questões e de chamadas que temos recebido, na ordem das várias dezenas. O problema tem uma dimensão grande”.

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