Hotelaria e restauração voltam hoje a manifestar-se

Protestos concentram-se junto ao Ministério do Trabalho, na Praça de Londres, às 10h30.

Simone Silva

Realiza-se hoje a manifestação nacional de trabalhadores da restauração e hotelaria, cujo inicio está previsto para as 10h30, junto às instalações do Ministério do Trabalho, na Praça de Londres, em Lisboa.

Convocada pela Federação dos Sindicatos de Agricultura, Alimentação, Bebidas, Hotelaria e Turismo de Portugal (FESAHT), a ação visa exigir medidas de apoio aos trabalhadores da restauração, bebidas e alojamento.



Numa nota publicada no site da Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses — Intersindical Nacional (CGTP-IN), o Sindicato dos Trabalhadores na Indústria de Hotelaria, Turismo, Restaurantes e Similares da região Sul, (que também vai marcar presença na manifestação) defende que o «Governo tem de apoiar diretamente os trabalhadores da hotelaria, restauração e similares».

«Os trabalhadores dos hotéis, restaurantes, cafés, pastelarias e similares têm sido os mais afetados pela pandemia e tudo indica que continuarão a sê-lo ainda por um largo período», começa por referir a nota. «Desde o início da pandemia que milhares de trabalhadores, viram os seus rendimentos mensais reduzidos drasticamente, os seus direitos serem postos em causa», acrescenta.

Para o sindicato «é tempo de o Governo apoiar os trabalhadores diretamente», porque são eles «as vítimas e não aqueles que tiveram elevados proveitos durante muitos anos à custa do aumento exponencial do turismo, de dormidas, receitas e da exploração de quem trabalha».

No comunicado o sindicato considera ainda que se os estabelecimentos de restauração, bebidas e alojamento respeitarem todas as regras impostas pela Direção Geral da Saúde (DGS), «não são a fonte principal de surtos da Covid-19».

«As restrições dos horários de funcionamento dos estabelecimentos não são compreensíveis e põem em causa os direitos dos trabalhadores, nomeadamente a conciliação da vida profissional com a vida social. O que é exigível é manter os estabelecimentos abertos com regras de segurança, saúde e bem estar», defendem.

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