Honda Civic Type R: Não havia necessidade!

Hoje, a Honda continua a querer manter essa mística mas elevou as expetativas com o motor VTEC TURBO de 2.0 litros, uma potência de 320 cv (400 Nm de binário) que, só por si, garante doses de adrenalina suficientes para nos colocar um sorriso na face.

Executive Digest
Dezembro 7, 2021
12:31

Jorge KM Farromba

Sempre considerei os Honda como viaturas fiáveis e desportivas. Quando me licenciei e empreguei, os meus colegas compraram um Peugeot 205 GTI, um 205 CTI, um Polo G40 e um Civic VTEC. Qual deles mais interessante é daqui que me lembro das nossas conversas sobre automóveis e veículos desportivos.



Hoje, a Honda continua a querer manter essa mística mas elevou as expetativas com o motor VTEC TURBO de 2.0 litros, uma potência de 320 cv (400 Nm de binário) que, só por si, garante doses de adrenalina suficientes para nos colocar um sorriso na face. Junte-se-lhe os três modos de condução: “Comfort”, “Sport” e “R+”, onde o modo “Comfort” permite uma maior adaptabilidade e facilidade de condução, “Sport” – predefinido – oferecendo uma combinação de conforto e resposta dinâmica. Já o modo “R+” é o tal! Combina capacidade aumentada de resposta do motor, ideal segundo a marca para uma condução em circuito.

Esteticamente exuberante com grandes apêndices aerodinâmicos – não por questões estéticas mas para o manter … o mais possível …. na estrada. As três saídas de escape finalizam o seu claro posicionamento de … competição.

No interior, espaçoso como qualquer Civic, as diferenças vão para os cintos em vermelho, as bacquets e volante em alcântara, a alavanca metálica e de curso curto da caixa de velocidades manual (como tem de ser nestes automóveis) e, no botão mágico do estilo de condução. Também tem rádio mas era um sacrilégio ligar o mesmo e não ouvir o ruído exterior (mas trata-se de uma viatura bem insonorizada, com materiais de qualidade e boa montagem dos mesmos).

Infelizmente só o consegui conduzir, maioritariamente, em cidade e alguma pouca estrada mas foi o suficiente para compreender do que é feito.

Quando se conduz no modo confort (fi-lo em dois momentos) o carro já é rápido e incisivo. Suficientemente despachado e confortável. Mas é no modo “R+” que tudo vale a pena e, seja em 1ª ou 2ª velocidade, é difícil não arrancar com patinagem das rodas e com a direção a enrijecer o bastante – estilo kart – mas de uma precisão notável.

Mas, como a Honda refere utilizar este modo R+ é mais para circuito, pois em estrada não se consegue tirar o prazer total de o explorar convenientemente (tomara eu conseguir).

Conduzi-lo em cidade é fácil e simples … mas perigoso na cidade de Lisboa tal a quantidade de radares e a “teimosia” do Type R em querer acelerar. Diria que, se trata de um automóvel mais para circuito e para quem o possa explorar em estrada (não auto estrada) pois é nestes locais onde podemos contagiar-nos com a sua cativante disponibilidade e a precisão da sua condução e do seu chassis.

Em termos de preço é apelativo pois possui o máximo de equipamento de um Honda, 7 anos de garantia mas sobretudo permite ter nas nossas mãos (e pés) 320Cv com tração à frente sempre disponíveis, onde o conjunto foi idealizado para o prazer de condução. E por isso os 53.000€ são um preço justo.

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