A decisão da Honda deixará assim a Fórmula 1 apenas com três fornecedores de motores: Mercedes (Mercedes, Racing Point e Williams), Ferrari (Ferrari, Alfa Romeo e Haas) e Renault (Renault e McLaren).
“À medida que a indústria automóvel atravessa uma transformação enorme única num período de 100 anos, a Honda decidiu aplicar-se a fundo na ‘concretização da neutralidade carbónica até 2050’. Esse objetivo será perseguido como parte das iniciativas ambientais da Honda que são uma das prioridades enquanto fabricante de mobilidade”, justifica a marca em comunicado.
“Para o efeito, a Honda precisa de canalizar os seus recursos corporativos na procura e desenvolvimento nas áreas das motorizações do futuro e tecnologias de energia, incluindo veículos a pilha de combustível (FCV) e elétricos a bateria (BEV), que serão o centro das tecnologias livres de carbono”, conclui.
Recorde-se que a Honda regressou à Fórmula 1 na condição de fornecedor de motores em 2015, com a McLaren – uma relação que durou apenas três anos, sem o sucesso desportivo esperado.
Em 2018, os japoneses assinaram contrato para disponibilizar propulsores 1.6 híbridos à Toro Rosso (agora AlphaTauri) e um ano depois a oferta foi alargada à Red Bull.
À data de hoje, com 192 pontos conquistados após 10 etapas disputadas, a RBR (Max Verstappen e Alexander Albon) ocupa a segunda posição no campeonato de construtores 2020, atrás apenas da líder Mercedes (366 pontos Hamilton e Valtteri Bottas). Já a Alpha Tauri (Pierre Gasly e Daniil Kvyat) é a 7ª colocada com 59.
Na atual temporada, Verstappen (Silverstone) e Gasly (Monza) obtiveram vitórias com o motor Honda.




