Greves disparam para o nível mais alto desde 2015

a tutela contabilizou 452 pré-avisos de greve, mais 235 do que no ano passado (217), um número que não era tão elevado desde 2015 (454).

Revista de Imprensa

O numero de pré-avisos de greve comunicados ao Ministério do Trabalho até maio deste ano disparou, chegando agora ao nível mais alto desde 2015, avança o ‘Expresso’, que cita dados da Direção-Geral do Emprego e das Relações do Trabalho (DGERT).

Segundo a mesma publicação, nos primeiro cinco meses de 2022, a tutela contabilizou 452 pré-avisos de greve, mais 235 do que no ano passado (217), um número que não era tão elevado desde 2015, durante a governação de Pedro Passos Coelho.



Nessa altura, adianta o ‘Expresso’, os dados oficiais contabilizavam 454 pré-avisos de greve, apesar de haver registo nas centrais sindicais de 811 ações. Este ano, espera-se que o número seja ultrapassado.

“Estamos a assistir a uma degradação progressiva dos salários e da capacidade de subsistência dos trabalhadores. Os salários não estão a acompanhar o aumento da inflação e de forma generalizada os vários sectores estão a avançar para greve”, refere ao jornal Ana Pires, da Comissão Executiva da CGTP.

O mesmo pensa Soraia Duarte, secretária-geral adjunta da UGT: “A contratação coletiva continua bloqueada, os salários médios estão estagnados, há uma degradação visível das carreiras”, afirma, citada pelo ‘Expresso’.

“2021 já foi um ano de aumento da contestação” e 2022 vai traduzir-se numa “escalada da contestação”, adianta. “As pessoas pedem respostas em matéria de salários, revisão da negociação coletiva. Os trabalhadores pedem respostas”, acrescenta.

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