Governo: Programa propõe criar grupo de trabalho para acabar com megaprocessos

O Governo quer criar um grupo de trabalho, constituído por académicos, magistrados e advogados, para garantir a celeridade processual e a eliminação de megaprocessos, de acordo com o programa entregue hoje na Assembleia da República.

Executive Digest com Lusa

O Governo quer criar um grupo de trabalho, constituído por académicos, magistrados e advogados, para garantir a celeridade processual e a eliminação de megaprocessos, de acordo com o programa entregue hoje na Assembleia da República.

O documento entregue hoje pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim, à primeira vice-presidente do parlamento, a social-democrata Teresa Morais, aponta uma linha de continuidade para a área da Justiça, com a indicação de que será criado um grupo de trabalho “para elaboração de anteprojeto para impulsionar a celeridade processual”.

Este grupo de trabalho, lê-se no programa do executivo de Luís Montenegro, deverá ser constituído por especialistas como académicos, magistrados e advogados.

Os objetivos são avaliar a possibilidade de ter mais especialização nos tribunais, aprofundar também a especialização dos magistrados, avaliar “a necessidade de alargamento da aplicação de mecanismos ‘premiais’” e a criação de meios para acabar com os megaprocessos.

Em fevereiro deste ano, o Conselho Superior da Magistratura (CSM) fez várias propostas ao Governo para eliminar os megaprocessos.

Continue a ler após a publicidade

Duas das medidas que saíram do grupo de trabalho criado por este organismo passavam por dar autonomia aos juízes para poderem multar em milhares de euros por atos dilatórios e que a instrução decorra quase sem produção de prova.

Estas medidas foram criticadas pela Ordem dos Advogados, que considerou que as medidas podem limitar os direitos dos cidadãos e dos advogados.

Ainda na área da Justiça, o Governo propõe no seu programa, sem detalhar de que forma o vai fazer, alterar as regras de acesso ao Supremo Tribunal de Justiça para garantir “o rejuvenescimento do corpo de juízes conselheiros, de forma a dirimir o risco iminente de carência de juízes no STJ”.

Continue a ler após a publicidade

O Programa do XXV Governo Constitucional, saído das legislativas de 18 de maio ganhas pela coligação AD (PSD/CDS), foi entregue hoje na Assembleia da República, pelo ministro dos Assuntos Parlamentares, Carlos Abreu Amorim.

O programa de Governo foi aprovado em Conselho de Ministros na quinta-feira e será discutido na Assembleia da República na terça e quarta-feira.

O PCP já anunciou que irá apresentar uma moção de rejeição, mas a iniciativa dos comunistas tem chumbo certo, já que, além do PSD e CDS, também não terá o apoio do Chega e do PS.

Partilhar

Edição Impressa

Assinar

Newsletter

Subscreva e receba todas as novidades.

A sua informação está protegida. Leia a nossa política de privacidade.