Giro: Apoio da equipa deu mais força a Afonso Eulálio

O português Afonso Eulálio (Bahrain-Victorius) admitiu hoje que o apoio de toda a equipa lhe deu mais força para segurar a classificação da juventude na Volta a Itália em bicicleta, na 20.ª e penúltima etapa.

Executive Digest com Lusa

O português Afonso Eulálio (Bahrain-Victorius) admitiu hoje que o apoio de toda a equipa lhe deu mais força para segurar a classificação da juventude na Volta a Itália em bicicleta, na 20.ª e penúltima etapa.


“Ontem [na sexta-feira] foi um dia muito duro e no final perdi um minuto para o [Davide] Piganzoli. Hoje, apenas tentei lutar. Toda a equipa acreditou em mim e isso deu-me mais força e apenas lutei até ao final”, assumiu.


No final dos 200 quilómetros da 20.ª e penúltima etapa, entre Gemona del Friuli e Piancavallo, ganha pelo dinamarquês Jonas Vingegaard (Visma-Lease a Bike), Eulálio foi sétimo, a 2.03 minutos, aumentando para 1.13 minutos a vantagem sobre o italiano Davide Piganzoli (Visma-Lease a Bike) na classificação da juventude.


Na subida final, Eulálio tentou “seguir os homens da INEOS, [Thymen] Arensman e [Egan] Bernal”, mas sentiu que “era de mais”.


“Abrandei um pouco, respirei. Depois o Piganzoli chegou com um ritmo muito forte. Apenas tentei sobreviver. Respirei na zona plana e depois tinha pernas para um último esforço”, explicou o português, que atacou dentro dos dois quilómetros, deixando o italiano para trás.

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Além da vitória na classificação da juventude, Eulálio segurou ainda o sexto lugar da geral, a 9.39 de Vingegaard, antes dos 130 quilómetros finais do 109.º Giro, em Roma, um circuito que “é sempre difícil”.


“Mas depois da corrida vamos desfrutar, a equipa toda. Foi uma loucura, sofremos tanto nestas três semanas, mas chegámos ao final com alguma coisa, é muito bom”, referiu.


Esta é segunda grande Volta para Eulálio, que, na ‘corsa rosa’ de 2025, acabou por desistir na 19.ª etapa, quando era 69.º classificado.

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“No ano passado, fui para casa dois dias antes [da chegada a Roma]. Já é um recorde para mim terminar o Giro”, brincou.


O corredor natural da Figueira da Foz vai tornar-se no quarto português a terminar o Giro nos 10 primeiros lugares, juntando-se a João Almeida, José Azevedo, Acácio da Silva.

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