Numa carta de oito páginas enviada ao Presidente da República, um grupo de generais das Forças Armadas (FA) alerta Marcelo para a “falência“, “dificuldades inéditas”, “mínimos” de efetivo “nunca verificados”, “dificuldades de sustentação e manutenção” das Forças Armadas.
São todos presidentes dos órgãos dirigentes do Grupo de Reflexão Estratégica Independente (GREI), que integra um vasto conjunto de oficiais-generais dos três ramos, na reserva e na reforma, que desempenharam cargos de alta responsabilidade nas FA e na GNR. E é em nome do GREI que remeteram a carta, a que o DN teve acesso, a 23 de janeiro último.
Os oficiais-generais justificam esta iniciativa por estarem a assistir “com preocupação ao contínuo processo de degradação das Forças Armadas e ao consequente aumento das vulnerabilidades do sistema de defesa nacional e da posição do país no quadro das alianças que integra”.
Apelam a Marcelo para que, “perante o processo de desconstrução e pré-falência com que as Forças Armadas se defrontam, o seu Comandante Supremo, fundamentado no conhecimento e lúcida perceção do “ambiente institucional” que se vive, seja “voz” desta realidade no sentido de que sejam tomadas as urgentes e imprescindíveis ações para que se possa cumprir a missão patriótica de dar início a um novo ciclo de esperança”.
Na resposta, a que o DN também teve acesso, Marcelo Rebelo de Sousa, subscreve as apreensões destes oficiais de topo.
O Comandante Supremo das Forças Armadas considera que a descrição da carta “até é benevolente” em relação à “evolução” do “ambiente de segurança”, que, no seu entender, é “ainda mas complexa e exigente”.
Mas, segundo o Presidente da República, “nada indica que essas complexidades e exigências tendam a conhecer outro curso no futuro próximo.”
O Presidente da República realça que “perante este panorama o que importa é não renunciar, não desistir, não abdicar, mas tudo fazer para ir mudando o sentir coletivo e ir apoiando os passos dados e ir exigindo mais passos e mais lestos”.














