Como garantir a segurança dos colaboradores e, ao mesmo tempo, dar resposta a todas as encomendas realizadas via comércio electrónico é a pergunta que não quer calar na Gap. A marca de moda norte-americana quer continuar a cumprir todos os pedidos feitos online sem comprometer a saúde de ninguém, ou seja, limitando ao máximo o contacto físico e o potencial de contágio de COVID-19.
A solução, segundo adianta a Reuters, reside na robótica. A Gap está a acelerar o desenvolvimento de robôs para os seus armazéns sendo que o objectivo é que estes equipamentos sejam capazes de organizar encomendas online.
O plano inicial passava por triplicar o número de robôs nas suas instalações, chegando aos 106 no Outono. A pandemia veio trocar as voltas e o aumento das compras online combinado com o decréscimo do número de trabalhadores – de modo a respeitar o distancimento social – obrigou a acelerar os planos.
«Não podíamos ter tantas pessoas nos nossos centros de distribuição em segurança», explica Kevin Kuntz, senior vice president Global Logistics Fulfillment da Gap. Em declarações à Reuters, conta que ligaram à Kindred AI, o seu fornecedor de robôs, para perguntar se os equipamentos poderiam estar disponíveis mais cedo do que o previsto.
A resposta foi positiva para pelo menos 30 robôs, que já se encontram distribuídos pelos armazéns da Gap. Até Julho, mais estruturas automatizadas chegarão a outros pontos de logística da marca.
Kevin Kuntz adianta que cada máquina consegue desempenhar o trabalho realizado habitualmente por quatro pessoas. Além disso, os robôs não precisam de pausas para ir à casa de banho ou de momentos de descanso, o que poderá pôr em risco alguns postos de trabalho.









