G7 a um passo de atacar multinacionais com imposto mínimo global

Se tal acontecer, a OCDE terá muito pouca margem de manobra para recusar este novo mecanismo tributário e será obrigada a transformar este acordo entre os mais ricos do mundo num tratado global.

Fábio Carvalho da Silva

O Grupo das sete maiores economias do mundo está a um passo de responder ao apelo proferido há uns meses por Janet Yellen, secretária do Tesouro de Joe Biden, e garantir um acordo sobre a aplicação de um imposto mínimo global contra as 100 maiores empresas do mundo.

Segundo informações obtidas pela Reuters, as negociações estão a chegar a bom porto, pelo que, ao que tudo indica, o documento pode mesmo ser selado já esta sexta-feira.



Se tal acontecer, a OCDE terá muito pouca margem de manobra para recusar este novo mecanismo tributário e será obrigada a transformar este acordo entre os mais ricos do mundo num tratado global.

As negociações aceleraram, depois de, na semana passada, os EUA terem reduzido a sua proposta de imposto mínimo  de 21% para uma taxa efetiva de 15% , de forma a alcançar o apoio internacional.

Do lado da oposição a Washington está Londres e Paris, para quem a soberania tributária e a nacionalização dos impostos são princípios constitucionais fulcrais.

Daniele Franco, ministra das Finanças de Itália, que ao lado da Alemanha é a voz europeia da defesa, e líder atual do G20, elogiou na sexta-feira a jogada diplomática americana: “é bom ter medidas mais próximas da realidade, que se tornam assim um passo importante para a reforma tributária global”.

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