A Fundação Bill e Melinda Gates passou a ser maior doadora da Organização Mundial de Saúde (OMS). Até aqui, estava logo atrás dos Estados Unidos da América.
O presidente dos Estados Unidos – epicentro da pandemia de Covid-19 – prometeu e cumpriu. Donald Trump cortou o financiamento à OMS, acusando a organização de falhas na forma como lidou com a pandemia de Covid-19. «Ordeno a suspensão do financiamento para a Organização Mundial da Saúde enquanto estiver a ser conduzido um estudo para examinar o papel da OMS na má gestão e ocultação da disseminação do novo coronavírus», anunciou na terça-feira.
E o fundador da Microsoft não tardou em reagir, dizendo que não é o momento de reduzir os custos. «Parar de financiar a Organização Mundial de Saúde durante uma crise sanitária mundial é tão perigoso quanto parece. O seu trabalho está a travar a propagação da Covid-19 e, se esse trabalho for interrompido, nenhuma outra organização poderá substituí-los. O mundo precisa da OMS», escreveu Bill Gates na rede social Twitter.
Halting funding for the World Health Organization during a world health crisis is as dangerous as it sounds. Their work is slowing the spread of COVID-19 and if that work is stopped no other organization can replace them. The world needs @WHO now more than ever.
— Bill Gates (@BillGates) April 15, 2020
Já há uma semana, Trump tinha ameaçado suspender as contribuições à OMS: «Pagámos a maior fatia do dinheiro que a OMS tem e têm estado enganados sobre uma série de coisas». Na altura, acusou a instituição de favorecer a China e de não ter percebido mais cedo como é que o vírus se iria propagar.
A pandemia da Covid-19 ultrapassou os dois milhões de infectados em todo o mundo, levando à morte de quase 127 mil pessoas, desde que a doença surgiu em Dezembro na China, segundo um balanço da Agence France-Press às 10 horas.
De acordo com os dados da agência de notícias francesa, a partir de dados oficiais, foram registadas 126.871 mortes e pelo menos 2.000.576 casos de infecção, especialmente na Europa. O continente europeu continua a ser o mais afectado com 1.010.858 casos e 85.271 mortos.
Depois de surgir na China, em Dezembro, o surto espalhou-se por todo o mundo, o que levou a Organização Mundial da Saúde a declarar uma situação de pandemia.
OMS: «Os Estados Unidos têm sido um amigo de longa data e esperemos que assim continuem»




