Função Pública: Covid-19 ameaça aumentos salariais prometidos para 2021

Os aumentos para a Função Pública prometidos pelo Governo coincidiram com a pandemia de Covid-19 e correm o risco de não vir a acontecer.

Executive Digest

Os aumentos para a Função Pública prometidos pelo Governo coincidiram com a pandemia de Covid-19 e correm o risco de não vir a acontecer, ao contrário do que está prometido no Orçamento de Estado de 2020 e do que ficou assente na mesa de negociações com os sindicatos.

O défice e a redução do Produto Interno Bruto poderão obrigar o Governo a voltar atrás com o prometido. Em entrevista ao “Público”, a ministra da Administração Publica, Alexandra Leitão, disse que «o que estava previsto era que em 2021 haveria um aumento em linha com a inflação de 2020, nunca inferior a 1%». «Gostaria muito de conseguir assegurar que isso será possível em 2021. Não o posso responsavelmente fazer.»

«Nos últimos 45 dias temos uma situação completamente diferente da que tínhamos quando este compromisso foi assumido», admitiu. «O que posso dizer é que gostaria de manter o compromisso. Continuo com o compromisso da valorização dos trabalhadores da administração pública», salientou, embora acrescentando: «Não posso, neste momento, assegurar que vai ser possível pagar aumentos de 1% em 2021».

A Confederação Geral dos Trabalhadores Portugueses (CGTP) e a União Geral de Trabalhadores (UGT), contudo, não vão deixar cair essa reivindicação, avançou o “Público” no início de Abril. De acordo com o jornal, Carlos Silva, da UGT, abre a porta a uma negociação com o Executivo. Já Isabel Camarinha, da CGTP, nem quer pensar na ideia de o Governo não cumprir o aumento de 1% acertado com a Administração Pública para 2021. «É inaceitável que se esteja a pensar manter o não aumento de salários para o público», vincou a secretária-geral da CGTP ao “Público”.

«Tem de se fazer uma negociação em função da realidade do país», disse, sublinhando que é preciso «analisar o impacto económico desta crise e como vai ficar a capacidade do Estado», defendeu, por sua vez, Carlos Silva.

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Em Portugal, morreram 1.007 pessoas das 25.351 confirmadas como infectadas, e há 1.647 casos recuperados, de acordo com a Direção-Geral da Saúde.

A nível global, segundo um balanço da agência de notícias “France-Presse”, a pandemia de Covid-19 já provocou mais de 235 mil mortos e infectou mais de 3,3 milhões de pessoas em 195 países e territórios.  Mais de um milhão de doentes foram considerados curados.

A Covid-19, doença respiratória aguda que pode provocar pneumonias, é transmitida por um novo coronavírus detectado no final de Dezembro, em Wuhan, uma cidade do centro da China.

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