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Fidelidade ao Projeto Educativo Original

A permanente actualização dos conteúdos programáticos tem sido a pedra de toque do projecto educativo, científico e cultural do istec. No coração mantém a tecnologia

Instituto Superior de Tecnologias Avançadas (ISTEC) celebra 30 anos de vida. Ao longo do tempo, adaptou-se à evolução tecnológica e ao contexto nacional e internacional, dinamizando a prestação de serviços à comunidade, a investigação aplicada, os programas de mobilidade internacional centrados na aprendizagem e a formação através de cursos de extensão cultural. Sempre na única área de actuação, as Tecnologias de Informação (TI), o ISTEC tem como missão a formação de quadros superiores e especialistas em Ciência dos Computadores, TI e Engenharia Multimédia.

Muitas empresas internacionais estão a instalar os seus hubs de Tecnologia no País, sendo os programadores, engenheiros de software, profissionais de cibersegurança e especialistas de big data os profissionais mais procurados hoje. A acompanhar as mudanças constantes no “mundo” das TI, o ISTEC tem consciente esta permanente ligação com o mercado de trabalho, por forma a que os conteúdos programáticos e as metodologias leccionadas em sala de aula sejam as mais actuais e próximas do mercado de trabalho. De notar, recentemente, a aposta na reconversão de espaços de trabalho, em concreto os laboratórios onde são leccionadas as aulas práticas.

DIFERENCIAÇÃO

«O aparecimento da necessidade de desenvolvimento de conteúdos multimédia, a realidade virtual e os jogos, a evolução verificada na linguagem de programação, a importância crescente dos sistemas de redes, a necessidade sentida pelas organizações no desenvolvimento de “Apps” utilizando as diferentes plataformas Android, iOS e WindowsPhone, a necessidade dos processos de virtualização, a importância crescente do Big Data, a utilização criteriosa e funcional dos drones enquanto instrumentos úteis para obtenção de dados e informação e os problemas melindrosos da área da criptografia e segurança informática, exigem uma cuidada, atenta e permanente actualização dos conteúdos programáticos que integram as diferentes unidades curriculares», dá-nos conta José António Carriço, director do ISTEC, de alguns dos factores críticos de sucesso do Instituto.

Em 2017 foram criados três novos espaços: um Laboratório de Cinema, Multimédia e Televisão Interactiva; um Laboratório de Som; e um Laboratório de Redes. «No caso da Licenciatura de Engenharia Multimédia, com a criação dos novos Laboratórios foi possível a aplicação prática dos conteúdos aprendidos em sala de aula, o que aumentou em muito a qualidade dos nossos alunos graduados, e por sua vez o reconhecimento do mercado de trabalho na procura dos nossos alunos, com estas metodologias mais vocacionadas para a prática, os estudantes quando ingressam no mercado de trabalho mais rapidamente conseguem aplicar os conceitos e tecnologias apreendidas», detalha José Carriço.

No caso da Licenciatura em Informática a aposta recaiu na reformulação sistemática das linguagens de programação dadas em sala de aula, que quanto mais próximas da realidade estiverem mais os estudantes são uma peça importante na resolução de problemas e na criação de soluções. A criação de novos cursos nas áreas das Tecnologias em conjunto com o mercado de trabalho é outro importante foco do ISTEC.

LIGAÇÃO ÀS EMPRESAS

«Cada vez mais o ensino tem de estar a par das mudanças do mercado de trabalho, sem uma ligação forte ao tecido empresarial os cursos tornam-se obsoletos e desactualizados, ora no caso das TI é necessária uma constante actualização não só nos conteúdos programáticos como nos programas e tecnologias utilizadas», adianta algumas das mudanças que quer imprimir no ensino. As empresas em Portugal têm vindo a aumentar o seu investimento na Tecnologia de forma gradual, contudo, a realidade Portuguesa ainda está um pouco longe quando comparada com outros países europeus que começaram a investir nas TI há mais tempo.

«Sentimos que muitas das nossas empresas parceiras (trabalhamos com cerca de 250 empresas nacionais e multinacionais que são nossas parceiras não só na colocação de alunos em estágio, passando pelo recrutamento como também o desenvolvimento de projectos reais em sala de aula), estão a investir por forma a prepararem as suas infraestruturas para a cloud computing, priorizando a mobilidade e o trabalho colaborativo, focando-se cada vez mais nas áreas de IoT, robótica e realidade virtual», partilha, ao esclarecer que o sector das TI está muito dinâmico, a precisar de contratar para diversas funções e a tendência é para perdurar nesta década.

E vários estudos nacionais e europeus comprovam-no. Segundo as previsões da Comissão Europeia, espera- -se que até 2020 exista um défice de mais de 825 mil profissionais de TI. «Posto isto, é expectável que exista cada vez mais procura por parte de candidatos às áreas de TI, fazendo com que seja necessário o nosso acompanhamento constante com o mercado de trabalho, por forma a melhor direccionarmos a nossa oferta formativa», afirma o director de ISTEC.

O aumento da procura da formação nesta instituição de ensino só vem provar que o caminho traçado tem sido o correcto. «No caso das licenciaturas existe um aumento do número de alunos que procuram formação superior em horário pós-laboral, sendo a procura mais visível desde há dois/três anos. No caso das pós-graduações, com o aumento da procura de profissionais nas áreas de Virtualização e Cloud Computing, assistimos a duas situações distintas: empresas que colocam os seus recursos a realizar a referida pós-graduação, desta forma ficam preparados para actuar nestas áreas e as empresas ganham com isso, já que requalificam recursos existentes e profissionais que se encontram à procura de novas áreas para que possam progredir na carreira», detalha José António Carriço.

Assim todos os cursos contam com taxas de empregabilidade perto dos 100%.

Os números apresentados pela DGEEC – Direcção-Geral de Estatísticas da Educação e Ciência, referentes ao ISTEC, apresentam na Licenciatura em Informática uma taxa de empregabilidade de 97,1% e na Licenciatura em Engenharia Multimédia de 93,7%. As TI em Portugal continuam em franco crescimento, verificando-se uma procura por perfis técnicos na área de desenvolvimento aplicacional. O ISTEC pretende a curto/médio prazo continuar a apostar numa ligação estreita com o mercado de trabalho, apostar em iniciativas que tragam as empresas para junto dos estudantes, de forma a prepará-los para a realidade do mercado de trabalho.

E procurar também a requalificação e criação de novos cursos, sempre ligados às áreas das Tecnologias e com a componente prática em foco.

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