A avaliação das empresas é um tema delicado, e também pode ser injusta. Ricardo Parreira, CEO da PHC Software, dá a sua visão sobre o tema da avaliação dentro das organizações.
Ricardo Parreira explica que a avaliação apoia na gestão da empresa, analisa a progressão dos colaboradores, está ligada ao impacto nos prémios por resultados e permitem reduzir a ambiguidade. Mas a avaliação é problemática porque ninguém é 100% imparcial a avaliar.
Um dos enviesamentos que podem existir numa avaliação é que, muitas vezes, avaliamos os acontecimentos recentes, e não o potencial de futuro, avaliando mais o que está mal do que o que está bem.
Do outro lado, o avaliado age, normalmente, de uma forma defensiva, o que o vai impedir de aproveitar esse feedback para progredir.
Os momentos de avaliação também criam sempre ansiedade, e isso não joga a favor das avaliações.
Ricardo Parreiro explicou que na PHC têm uma visão nova para a avaliação, considerando que uma avaliação sistemática, trimestral ou anual é uma das causas destes problemas, tendo terminado com esse tipo de avaliações.
Assim, passaram a um modelo de avaliação contínua, pois esta traz uma ideia de progresso, que permite acompanhar a evolução de cada avaliado.
O CEO da PHC considera que é importante avaliar mais do que os resultados, mas também a colaboração, o desempenho, o comportamento em equipa e individual, o alinhamento com a cultura da organização, entre outros.
Assim, colocaram como foco a criação de uma cultura de feedback, prepararam as pessoas para estarem dispostas a receber esse mesmo feedback, formaram os avaliadores a dar feedback, fizeram o possível e o impossível para combater enviesamentos, e criaram um governance, um sistema contínuo de avaliação chamado CFR (Conversation, Feedback and Recognition).
“Criar uma conversa bilateral entre as duas partes, dar feedback nos dois sentidos, e reconhecer o que a pessoa fez bem e o potencial de futuro”, explica o executivo.
De acordo com Ricardo Parreira, esta conversa permite ter pontos melhoria concretos em pouco tempo, e avaliar se foi possível resolver os problemas com as medidas implementadas.
“Acreditamos que é muito mais importante melhorar o que as pessoas têm de bom, do que estar a corrigir continuamente o que as pessoas têm de não tão bom”.
O CEO da PHC alerta, no entanto, que pode não haver nenhum modelo de avaliação justa, mas os Ceo têm continuamente que procurar o melhor modelo de avaliação justa.







