EUA desferem último golpe contra Huawei e ZTE

Num comunicado oficial, a gigante chinesa classificou a decisão da FCC como “fruto de um equívoco e desnecessariamente punitiva”. 

Fábio Carvalho da Silva

A Comissão Federal de Comunicações dos Estados Unidos (FCC) decidiu, por unanimidade, travar de vez a instalação de equipamentos em redes de telecomunicações, assim como revogar as autorizações já concedidas para este tipo de instalações das empresas chinesas consideradas “ameaças à segurança nacional” e cujos nomes contam na lista negra da Casa Branca, como é o caso da Huawei e da ZTE.

De acordo com as regras aprovadas, a FCC pode ainda revogar as licenças concedidas a equipamentos já instalados, o que obrigaria as empresas ou o Estado a retirarem este tipo de estruturas.



Segundo o comissário do regulador, Brendan Carr, desde 2018, que a FCC já autorizou a aplicação de mais de três mil dispositivos da Huawei.

Num comunicado oficial, a gigante chinesa classificou a decisão da FCC como “fruto de um equívoco e desnecessariamente punitiva”.

A Huawei está a tentar manter o acesso aos mercados globais, depois de a anterior administração dos Estados Unidos ter cortado o acesso da empresa a tecnologia norte-americana, incluindo ‘chips’ para processadores ou os serviços da Google.

“Esta é uma situação muito injusta para a Huawei. Isto prejudicou-nos em muito”, disse o presidente Ken Hu, em conferência de imprensa, na sede da Huawei, em Shenzhen, no sul da China.

A Huawei, que nega acusações de estar sujeita a cooperar com os serviços de inteligência chineses, vendeu já a sua marca de telemóveis de baixo custo, a Honor, na esperança de recuperar as vendas, poupando-a das sanções impostas à empresa-mãe.

A Huawei disse que tem uma reserva de ‘chips’ para os seus telemóveis de última geração, mas os executivos admitiram que esta deve esgotar em breve.

Washington ampliou as sanções, ao proibir os fornecedores globais, no ano passado, de usar tecnologia dos EUA para produzir ‘chips’ para a Huawei.

O fundador da Huawei, Ren Zhengfei, disse em fevereiro passado que há poucas hipóteses de que as sanções sejam suspensas.

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