“Pode haver sanções devastadoras mas não é o que gostaríamos que acontecesse”, garante o diretor do Conselho de Segurança Nacional dos EUA, Mauricio Claver-Carona, ao lançar o décimo terceiro ataque contra a espanhola Repsol, a italiana Eni e a indiana Reliance em declarações ao canal de televisão internacional NTN24.
Claver-Carona fez questão de sublinhar que “não houve exceções para a Chevron, que teve que parar de operar na Venezuela ou para qualquer empresa do mundo”. O que vem contradizer as afirmações do presidente-executivo da Chevron, Mike Wirth, que garantiu à ‘CNBC’, depois de saber da mudança, que não planeava restringir as suas operações ou deixar a Venezuela.
Recorde-se que os ativos da Chevron na Venezuela foram “interrompidos” depois de o Departamento do Tesouro ter imposto duras restrições às empresas no contexto de uma ofensiva contra o governo de Nicolás Maduro. Segundo a resolução aprovada pelos Estados Unidos, a licença indica que a Chevron tem até dia 1 de dezembro para “reduzir” as operações na Venezuela, mas pode ser renovada posteriormente. Mas, como a decisão final será tomada após as eleições presidenciais dos EUA, se o prazo não for estendido, a empresa será forçada a deixar a Venezuela, onde opera há quase 100 anos.
A Repsol, por sua vez, reitera que cumpre integralmente o regime de sanções imposto pelo governo dos EUA. A empresa enfatiza que sempre o fez e continuará a fazê-lo no futuro.
As medidas para limitar o acesso das empresas à Venezuela não incluíram as petrolíferas espanhola, nem a italiana, nem a indiana. A decisão foi anunciada pelo Departamento do Tesouro a 22 de abril e encerrou as prorrogações que várias empresas receberam para continuar a extrair petróleo em cooperação com a estatal PDVSA, apesar das sanções impostas pelos Estados Unidos.
As empresas só têm tido autorização para realizar operações de manutenção e outros procedimentos básicos, mas não para extrair petróleo, o que veio a deixá-las sem alternativa a não ser preparar-se para partir, seguindo o caminho da ExxonMobil e ConocoPhillips, que já saíram do país há alguns anos.




