Estará o mercado de emprego “tech” em risco? Despedimentos no Twitter e Meta levantam receios

Os recentes despedimentos no Twitter e na empresa-mãe do Facebook, a Meta, estão a ser assinalados como “red flags” para o mercado do emprego tecnológico. Depois de vários anos em que o setor era reconhecido por captar talentos com salários atrativos, estará este seto a modificar?

André Manuel Mendes

Os recentes despedimentos no Twitter e na empresa-mãe do Facebook, a Meta, estão a ser assinalados como “red flags” para o mercado do emprego tecnológico. Depois de vários anos em que o setor era reconhecido por captar talentos com salários atrativos, estará este seto a modificar?

No caso do Twitter, o seu novo dono, Elon Musk, anunciou no início do mês que iria começar a despedir funcionários. O jornal Financial Times (FT) tinha dito que Musk pretende cortar cerca de 3.700 postos de trabalho da empresa digital adquirida por 44 mil milhões de dólares (45,3 mil milhões de euros), de acordo com fontes ligadas à compra da empresa digital, como parte do corte planeado de custos.



Depois de Musk, foi a vez de Mark Zuckerberg. “Hoje estou a partilhar algumas das mudanças mais difíceis que fizemos na história da Meta. Decidi reduzir o tamanho da nossa equipa em cerca de 13% e deixar ir mais de 11.000 dos nossos talentosos empregados, disse a Meta, à data, em comunicado.

Mas esta é apenas a ponta do iceberg, sendo os possíveis cenários em cima da mesa um colapso, ou um ajuste.

O fenómeno do ‘boom’ do emprego tecnológico ocorreu em todos os países, e em alguns ainda é intenso. Contactados pelo ‘elEconomista’ alguns especialistas não preveem um desastre e falam mais em ajuste, embora alertem que certos perfis profissionais estão muito mais expostos no cenário atual do que outros .

Para os especialistas, os perfis “mais robustos” são aqueles ligados às áreas que despertam maior interesse, como cibersegurança, Big Data, Inteligência Artificial ou Internet das Coisas. Para eles, os profissionais mais procurados nessas áreas são aqueles que combinam qualificação (como engenharia), experiência e, além disso, formação contínua. “Eles não serão afetados pelo que está a acontecer”.

Por outro lado, os perfis que não estão tão protegidos nesta crise são os profissionais de TIC de nível médio, sem muita experiência e que não estão tão atualizados com as habilidades mais atuais. No entanto, estes têm uma base sólida graças à sua formação académica.

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