O governo francês terminou a operação com vista a aumentar a sua quota na Renault. Neste momento, o Estado detém 19,74% do fabricante, sendo que até agora tinha 15,01% da empresa.
Esta acção tem como objectivo dar ao governo francês o poder de voto necessário para bloquear o plano do presidente-executivo da Renault, Carlos Ghosn, de introduzir uma lei que dá o dobro dos direitos de voto nas acções de empresas cotadas em Bolsa que estejam em carteira há mais de dois anos.
No entanto, os accionistas podem deliberar o fim das acções com duplos direitos e, por isso, o Governo decidiu reforçar a sua posição, de maneira a impedir a revogação do seu estatuto especial. Esta condição será discutida no final deste mês, na assembleia anual dos accionistas da Renault.
“Esta operação demonstra a determinação do governo em defender os seus interesses como um accionista ao implementar o direito de duplo voto e a natureza estratégica da sua presença nesta grande empresa industrial”, afirma a APE, agência especial do governo encarregue de participar em empresas privadas, em comunicado.
O Estado francês já anunciou que irá reduzir a sua quota depois da reunião anual.]]>
Estado francês concretiza compra de acções na Renault
O governo francês terminou a operação com vista a aumentar a sua quota na Renault. Neste momento, o Estado detém 19,74% do fabricante, sendo que até agora tinha 15,01% da empresa. Esta acção tem como objectivo dar ao governo francês o poder de voto necessário para bloquear o plano do presidente-executivo da Renault, Carlos Ghosn, de introduzir uma lei que dá o dobro dos direitos de voto nas acções de empresas cotadas em Bolsa que estejam em carteira há mais de dois anos. No entanto, os accionistas podem deliberar o fim das acções com duplos direitos e, por isso, o Governo decidiu reforçar a sua posição, de maneira a impedir a revogação do seu estatuto especial. Esta condição será discutida no final deste mês, na assembleia anual dos accionistas da Renault. “Esta operação demonstra a determinação do governo em defender os seus interesses como um accionista ao implementar o direito de duplo voto e a natureza estratégica da sua presença nesta grande empresa industrial”, afirma a APE, agência especial do governo encarregue de participar em empresas privadas, em comunicado. O Estado francês já anunciou que irá reduzir a sua quota depois da reunião anual.]]>
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