A pandemia da covid-19 alimentou o crescimento dos SPAC (“special purpose acquisition company”), também conhecidos como “cheques em branco”. Depois de, nos EUA, o ritmo de estreias em bolsa das empresas relacionadas com este instrumento ter abrandado, na Europa a corrida acelerou.
Só na última semana, o antigo líder da empresa de joias italiana Bulgari, Francesco Trapani, e a família Pinault levantaram mais de 500 milhões de euros junto dos investidores, escreve hoje o ‘Jornal de Negócios’.
“Enquanto Trapani recolheu 225 milhões com a estreia do VAM Investments em Amesterdão, já o 12PO, o primeiro SPAC lançado para investir no setor do entretenimento e do lazer, estreou-se no passado dia 20 de julho na bolsa de Paris, tendo captado 300 milhões de euros. O SPAC lançado por Iris Knobloch em conjunto com a Artemis, a “holding” financeira da família Pinault, assume como “target” empresas do setor do streaming e conteúdos, música, propriedade intelectual e serviços de media”, acrescenta o mesmo jornal.
Alguns antigos CEO do Credit Suisse, Unicredit ou Commerzbank e empresários do luxo, como o fundador da Kering ou da Louis Vuitton, já se juntaram a esta “onda” que no total já levantou, segundo a mesma publicação, 6,7 mil milhões euros, em 28 Ofertas Públicas Iniciais diferentes. Um valor que compara com 540 milhões captados com a criação de seis veículos no período homólogo.
O valor mais elevado levantado por um SPAC diz respeito ao veículo criado por Jean-Pierre Mustier, ex-CEO do Unicredit, juntamente com um grupo detido por Arnault, o dono da Louis Vuitton, Financiere Agache e Diego De Giorgi, anterior banqueiro do Bank of America Merrill Lynch. Not total, o projeto captou 500 milhões de euros.










