Os 26 países que constituem o espaço Schengen querem proibir a entrada de cidadãos para conter o avanço do Covid-19 na Europa. A informação é avançada pelo “Financial Times” (FT).
A proposta, que deverá ser anunciada ainda nesta segunda-feira, depois da videoconferência entre os líderes do G7, visa todas as viagens consideradas «não essenciais» de países terceiros, à excepção de cidadãos da UE, residentes e familiares, bem como trabalhadores de sectores essenciais, como cuidados de saúde e transportes, explica o “FT”, que cita fontes próximas.
Os diplomatas ouvidos pelo “FT” disseram que a medida foi discutida esta manhã, por telefone, entre o presidente francês Emmanuel Macron, a chanceler alemã Angela Merkel e os chefes da Comissão Europeia e do Conselho. Macron terá atacado movimentos nacionais para fechar fronteiras e pediu uma resposta concertada entre os países europeus.
O plano terá de ser assinado pelos líderes nacionais. Mas fontes de Bruxelas sublinham que os detalhes da medida permanecem em discussão e que poderão mudar antes do anúncio. A Comissão Europeia recusa-se a comentar.
Os países Schengen incluem 22 membros da União Europeia. Os cinco estados-membros da UE que não pertencem ao espaço Schengen – Irlanda, Chipre, Croácia, Roménia e Bulgária – podem ser convidados a implementar também as restrições, indicam as autoridades, ouvidas pelo jornal. A situação do Reino Unido, que está em um período de transição pós-Brexit depois de deixar a UE em Janeiro, não ficou esclarecida.
Na semana passada, a Organização Mundial da Saúde anunciou que o epicentro da pandemia provocada pela Covid-19 passou a ser a Europa, onde se situa o segundo caso mais grave, Itália, que anunciou no domingo 368 novos casos mortais, para um total de 1809 vítimas.
ANA vai limitar acesso aos aeroportos nacionais
O novo coronavírus responsável pela pandemia Covid-19 foi detectado em Dezembro, em Wuhan, na China, e já foram infectadas cerca de 168.250 pessoas em todo o mundo. Do total de infectados, mais de 75 mil recuperaram. Foram registadas, para já, infecções em 142 países e territórios, incluindo Portugal.
O último balanço da agência “France-Press” indica que, até esta segunda-feira, o número de mortes subiu para 6.501. Os países mais afectados depois da China são a Itália, com 1.809 mortes em 24.747 casos, Irão com 724 mortes (13.983 casos), Espanha com 288 mortes (7.753 casos) e França com 127 mortes (5.423 casos).







