Ensaio Volvo XC40 T5 Plug-in Recharge

Serviu uma visita ao Alentejo profundo em pleno dia feriado, ao Alqueva para conhecer mais ao detalhe as potencialidades deste híbrido da Volvo.

Executive Digest

Por Jorge Farromba

Serviu uma visita ao Alentejo profundo em pleno dia feriado, ao Alqueva para conhecer mais ao detalhe as potencialidades deste híbrido da Volvo.



É um facto que a marca refere que é um “SUV concebido para a cidade e mais além” com 46kms de autonomia (infelizmente e devido à lei atual não beneficia dos benefícios fiscais só possíveis após os 50kms) mas seria incorreto dizer que não está apto para a estrada. E foi isso mesmo que fizemos.

Esteticamente é sempre difícil dar o nosso contributo pois trata-se de uma análise pessoal. Mesmo assim, referir que é um modelo que me apraz olhar.

Em termos de motor apresenta-se com um bloco 1.5 litros a gasolina de 180cv, onde se junta uma unidade elétrica com 80cv perfazendo um resultado final de 262cv, com as baterias a fixarem-se no túnel central não prejudicando desse modo a capacidade da mala.

Se, exteriormente a marca renovou o XC40 dotando-o de jantes de 20 polegadas, alterações na grelha dianteira, o design escandinavo e minimalista da marca mantém-se, o que ótimo e, também que o owner da marca, permite manter esse mesmo ADN da histórica marca.

No interior e numa posição de condução mais elevada resultante de ser um SUV (gostaria que o banco baixasse ainda mais) encontramos bancos onde não foram feitas concessões – conforto, qualidade e ergonomia – mesmo após 600kms ao volante sem qualquer queixa.

Falando de ergonomia a maior parte dos botões estão no local correto, sendo que o painel central congrega a maior parte das funcionalidades, mas exige habituação a sua utilização, estando disponível o Apple Car Play e o Android Auto.

Possui três modos de condução – Pure, Sport e Hybrid sendo que o modelo arranca sempre em modo híbrido e, é nesta última que o XC40 faz médias de consumos de 6.6l até finalizar a carga, passando depois para uns apetecíveis 7.6litros a 7.9l,  máximo de média.

Sendo um modelo confortável nota-se em alguns pisos mais degradados uma menor capacidade da suspensão em passar incólume, situação que atribuo provavelmente ao peso da bateria que influencia o curso das suspensões. Em termos de comportamento nota-se uma ligeira subviragem do modelo quando provocado (não esquecer também ser este um tração dianteira com 262cv). Já a direção gosto dela mais pesada, mas aqui trata-se de uma questão de cariz pessoal.

De resto o XC40 é muito fácil e simples de conduzir, curva bem, trava melhor (sem cansaço após muita utilização dos travões, possui o pedal do travão de pé e acelerador quase nivelados para a correta passagem do pé de um lado para o outro e uma caixa de 7 velocidades automática.

Obviamente que, em modo PURE a condução faz-se em modo mais calmo, mas quando usamos o modo Sport e tiramos partido do bom chassis e comportamento do XC40, surge o convite para velocidades e recuperações de muito bom nível, sempre com uma segurança da qual a marca não abdica.

Por falar em segurança que também rima hoje com sustentabilidade, a VOLVO continua o seu percurso de forma a ter todas as gamas eletrificadas para responder ao desafio de em 2050 sermos neutrais em CO2 em 2050 na Europa

Já agora e porque a Volvo também tem uma enorme preocupação com o meio ambiente e a sustentabilidade:  Nestes ensaios procuro percorrer vários percursos que avaliem os vários momentos de condução, desde estrada, cidade ou auto-estrada mas também promover – ainda que de modo diminuto – algumas regiões. E, nesta minha incursão pelo Alentejo foi com orgulho que verifiquei o esforço realizado pelas autarquias na sinalética, nas estradas mas sobretudo na existência de espaços de lazer e praias fluviais que, bem construídas e dinamizadas contribuem para uma melhoria da qualidade de vida dos seus habitantes e uma procura dos mesmos por turistas e, isso foi particularmente visível na Aguieira, na Praia da Amieira e na Praia de Beja, onde a qualidade dos espaços, a segurança implementada, os acessos, contribuem para a dinamização da economia local, a empregabilidade, a satisfação dos moradores e a fixação de novos residentes. Parabéns!

Ah, falta o preço:

Começa nos 47.000€ (o não hibrído nos 35.000€) e pode chegar aos 60.000€ da unidade ensaiada, devido aos vários acessórios incluídos e ao motor T5.

+ qualidade, conforto e segurança

– habituação ao painel central

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