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A primeira geração do Hyundai i20, apresentada em 2009, passou relativamente despercebida no mercado. Integrada na primeira ofensiva da marca sul-coreana sobre a Europa, não se destacava em nada face aos concorrentes do Velho Continente, ficando ainda marcada por uma imagem banal, sem qualquer ponta de arrojo.
A geração que agora lhe sucede, baseada numa plataforma completamente nova, não derreterá ninguém pelo seu desenho, mas é claramente mais apelativa, cuidada e apontada aos consumidores europeus. No entanto, numa questão meramente visual, é imperativo optar pelo pacote de luz, que traz as ópticas com projector, e pelas jantes de 16”.
Já o habitáculo mantém a toada do seu antecessor, sendo muito pouco arrojado no desenho e recorrendo apenas a materiais duros, alguns deles pouco agradáveis ao toque. Contudo, nota muito positiva para a montagem, isenta de críticas e ruídos parasitas.
Se espaço é luxo, poderemos dizer que o i20 é luxuoso, já que apresenta das melhores cotas de habitalidade do segmento, assim como os 301 litros de capacidade da bagageira o colocam acima da maioria dos utilitários.
A posição de condução não é perfeita, por demasiado alta, mas é suficientemente confortável e adapta-se com facilidade a qualquer estatura.
Nesta versão Comfort, a lista de equipamento está bem composta, destacando-se a presença da ligação bluetooth, do cruise-control, ou dos sensores de estacionamento traseiros. Lamenta-se apenas a falta do sensor de luz e chuva, relegado para um pacote opcional.
O motor 1.2 apresenta-se em versões de 75 e 84 cv, sendo a mais potente a protagonista do nosso ensaio. Numa altura em que a concorrência aposta em motores de três cilindros e sobrealimentação, a Hyundai continua a manter-se com um motor de quatro cilindros, atmosférico. A principal reside na suavidade de funcionamento, que os seus concorrentes europeus não conseguem igualar. Não há qualquer vibração e o ruído desce a um nível quase inaudível.
Infelizmente, o elevado refinamento de funcionamento não é correspondido em marcha, por culpa do conjunto caixa/embraiagem, que impede que os arranques sejam suaves, mas principalmente por um escalonamento de caixa completamente desajustado às capaciadades do motor de 1,2 litros. A caixa é tão longa, que somos obrigados a recorrer à mesma muito mais vezes do que aquelas que seria suposto, até porque o próprio é algo letárgico abaixo das 3000 rotações por minuto.
As recuperações a partir de terceira velocidade são desesperantes, assim como não é fácil circular acima dos limites de velocidade definidos para as auto-estradas portuguesas.
A ideia é, claramente, beneficiar os consumos, mas a verdade é que o objectivo não é totalmente atingido. Se a condução for bastante pacata, ou a velocidade muito estabilizada, consegue rubricar valores de relativa frugalidade. Mas basta um pouco de empenho na condução para termos o computador a assinalar números dignos de automóveis bem mais potentes.
As prestações acabam ainda por limitar as capacidades do chassis, que nunca chega a ser posto em causa pelo motor 1.2. Não é divertido, mas é sempre muito previsível e seguro, conseguindo velocidades de passagem em curva mais do que suficiente para a performance do motor.
Mais importante que a dinâmica é o conforto, domínio onde o i20 se sai com nota elevada, pelo pisar sólido e refinado apresentado, capaz de eliminar a maioria das irregularidades do asfalto.
O novo Hyundai i20 1.2 84 cv é um automóvel confortável, espaçoso, sólido e bem equipado, mas é traído por umas relações de caixa completamente despropositadas, que prejudica bastante a qualidade de condução.
A Hyundai pede 15.200 euros por esta versão Comfort, que é um valor perfeitamente ajustado a todas as qualidades apresentadas e enquadrado com a concorrência.
FICHA TÉCNICA
| Motor | |
| Tipo | 4 cilindros em linha, transv. |
| Cilindrada | 1248 |
| Diâmetro x curso (mm) | 71,0×78,8 |
| Taxa compressão | 10,5:1 |
| Potência máxima (cv/rpm) | 84/6000 |
| Binário máximo (Nm/rpm) | 122/4500 |
| Transmissão e direcção | |
| Tracção | Dianteira |
| Caixa | Manual de 5 velocidades |
| Direcção | Pinhão e cremalheira, com assistência eléctrica |
| Dimensões e pesos | |
| Comp./largura/altura (mm) | 4035/1734/1474 |
| Distância entre eixos (mm) | 2570 |
| Largura de vias fte/tras. (mm) | 1514/1514 |
| Travões fr/tr. | Discos ventilados/discos |
| Peso (kg) | 1055 |
| Capacidade da bagageira (l) | 301-1017 |
| Depósito de combustível (l) | 50 |
| Pneus série | 185/65 R15 |
| Pneus série | 195/55 R16 |
| Prestações e consumos | |
| Aceleração 0-100 km/h (s) | 12,8 |
| Velocidade máxima (km/h) | 170 |
| Extra-urb./urbano/misto (l/100 km) | 4,2/5,1/6,6 |
| Emissões de CO2 (g/km) | 119 |
| Preço (Euros) | 15.200 |
| Versão ensaiada (Euros) | 16.300 |
Equipamento
Série
Retrovisores exteriores elétricos
Jantes de liga leve de 15″
Ar condicionado manual
Computador de bordo
Volante multifunções, em couro
Coluna de direcção com regulação em altura e profundidade
Bancos do condutor com regulação em altura
Sistema ISOFIX no banco do passageiro dianteiro
Airbag do passageiro desligável
Airbags laterais dianteiros com airbag de cortina
Controlo electrónico de estabilidade
Ligação Bluetooth, entrada USB e aux
Sensores traseiros de estacionamento
Sistema de monitorização da pressão dos pneus
Opcionais da versão ensaiada
Pack de luz + Jantes em liga leve 16″: Jantes em liga leve 16” + ópticas de dupla projeção+ luzes diurnas em LED (€1100)








