Os enfermeiros do Instituto Português de Oncologia (IPO) de Lisboa vão estar em greve esta segunda-feira, entre as 8 e as 12 horas.
A greve foi convocada pelo Sindicato dos Enfermeiros Portugueses (SEP) e já foi anunciada ao Governo e à Direção Executiva do SNS, bem como à administração do IPO da capital.
Em causa estão reivindicações relacionadas com “justa e legal contagem de pontos para efeitos de mudança de posição remuneratória e o pagamento dos devidos retroativos desde janeiro de 2018″, sendo que estes profissionais de saúde também pedem a admissão de mais enfermeiros no IPO de Lisboa e que sejam regularizadas situações em que estes profissionais estão ligados à instituição com vínculos precários.
Os enfermeiros do IPO de Lisboa reclamam também que o número de dias de férias entre os profissionais seja harmonizado, com o objetivo que os que tenham contrato individual de trabalho não sejam prejudicados e tenham menos dias de férias do que os outros.
Saiba as reivindicações dos enfermeiros:
Por isso, os enfermeiros do IPO avançam para a greve e exigem:
• A contabilização de todos os anos de serviço no SNS para efeitos de progressão, independentemente do mês de entrada, nomeadamente os anos com contrato com vínculo precário e tempo trabalhado noutras instituições;
• O pagamento dos retroativos desde o momento em que se adquire o direito à progressão, a partir de 2018;
• A correção de injustiças relativas decorrentes da progressão, nomeadamente os enfermeiros especialistas;
• A harmonização de direitos, com a redução da carga horária e majoração de férias aos detentores de um CIT, tal como está previsto para os detentores de um CTFP;
• A contratação de enfermeiros, tendo em conta as necessidades.
O pré-aviso de greve, emitido a 20 de janeiro, prevê o cumprimento de serviços mínimos.
Recorde-se que o SEP já convocou outra greve de enfermeiros, para esta terça-feira, devido a um decreto-lei recentemente publicado pelo Governo (80-B/2022) e que, segundo reclama o sindicato, vem agravar situações de injustiça relacionadas com a não contabilização de pontos detidos por enfermeiros promovidos a especialistas por concurso entre 2005 e 2011.
O diploma em causa, segundo a líder do SEP Fátima Monteiro, resulta numa situação em que “um enfermeiro especialista com 20 anos de profissão aufere menos do que um colega que tenha especialidade há 5 ou 10 anos”.










