Um algoritmo capaz de indicar quais as estratégias que colherão boas reacções e quais as propostas que é melhor deixar de lado. É esta a arma secreta de Emmanuel Macron. Fonte citada pela agência Bloomberg indica que o presidente francês tem uma equipa a trabalhar num sistema que identifica as ideias que irritarão os alemães, onde é possível cortar nos custos e o que chamará mais atenção.
O sistema analisa, por exemplo, o impacto da proibição da integração de novos países na União Europeia e as consequências da restrição da livre circulação e cooperação na defesa. Emmanuel Macron estará a ponderar a possibilidade de tornar a circulação sem passaporte na zona Schengen um privilégio sob a condição de apoio em questões de imigração.
A mesma agência noticiosa justifica esta aposta de Emmanuel Macron com a vontade em “consertar” a comunidade, já que percebeu que não conseguirá o que quer através de Angela Merkel.
E o que quer Emmanuel Macron? O presidente francês sente que é necessário acelerar o passo, sob pena de a União Europeia não ser capaz de acompanhar as mudanças que o mundo atravessa – seja em termos tecnológicos, migratórios ou climáticos.
O plano poderá passar pela conquista de novos aliados, nomeadamente a Rússia. Segundo Martin Quencez, deputy director do escritório de Paris do German Marshall Fund, Emmanuel Macron acredita que a Rússia se cansará de ser “parceira júnior” da China e que, quando isso acontecer, a Europa terá de estar preparada. Nesse sentido, o presidente já recebeu Vladimir Putin duas vezes e, no próximo mês, liderará negociações entre a Rússia, Alemanha e Ucrânia.
Fontes citadas pela Bloomberg indicam que alguns países estão mais receptivos às ideias de Emmanuel Macron do que estão preparados para admitir em público. Por outro lado, há quem considere a atitude do presidente francês arrogante.









