O alegado pirata informático e criador da Football Leaks, Rui Pinto, foi inserido no Programa de protecção de testemunhas, por sentir «que está em risco de vida», de acordo com o jornal ‘Expresso’.
«Rui Pinto sente que está em risco de vida e por isso deve ser protegido pelo Estado», afirma uma fonte judicial citada pelo Semanário. «Pelos conhecimentos que detém neste momento, tem de ser protegido pelo sistema de justiça», acrescenta.
De acordo com a mesma publicação, na sequência do Programa de protecção de testemunhas o hacker foi posto numa casa, cujo local se mantém em segredo para preservar a sua protecção e segurança pessoal, tendo também direito a protecção policial.
Recorde-se que Rui Pinto saiu ontem das instalações da Polícia Judiciária, segundo declarações de uma fonte policial prestadas à agência Lusa.
O ‘hacker’, acusado de cerca de 90 crimes, «já não se encontra nas instalações da Polícia Judiciária», de onde saiu nas últimas horas, em coordenação com os seus advogados, referiu a mesma fonte ao início da tarde de domingo.
Rui Pinto esteve em prisão preventiva desde 22 de Março de 2019 até 08 de Abril deste ano, dia em que foi colocado em prisão domiciliária, mas em habitações disponibilizadas pela Polícia Judiciária.
A alteração da medida de coação foi decidida pela juíza titular do processo, Margarida Alves, presidente do coletivo de juízes que vai julgar Rui Pinto, na sequência de um requerimento apresentado pela defesa do arguido a pedir a sua libertação.
Rui Pinto começa a ser julgado em 04 de Setembro no Tribunal Central Criminal de Lisboa por 90 crimes: 68 de acesso indevido, 14 de violação de correspondência, seis de acesso ilegítimo e ainda por sabotagem informática à SAD do Sporting e por tentativa de extorsão ao fundo de investimento Doyen.
Em Setembro de 2019, o MP acusou Rui Pinto de 147 crimes, 75 dos quais de acesso ilegítimo, 70 de violação de correspondência, um de sabotagem informática e um de tentativa de extorsão, por aceder aos sistemas informáticos do Sporting, da Doyen, da sociedade de advogados PLMJ, da Federação Portuguesa de Futebol e da Procuradoria-Geral da República (PGR).
O Ministério Público (MP) opôs-se à libertação de Rui Pinto, que foi justificada pela juíza Margarida Alves com a “contínua e consistente colaboração” com a Polícia Judiciária e o “sentido crítico” do criador da plataforma Football Leaks.





