EDP lidera projecto europeu que quer transformar a Terceira numa ilha verde

Testar a criação de uma comunidade de energia que maximiza a obtenção de energia limpa e aumenta a eficiência energética. É este o objectivo do projecto IANOS.

Filipa Almeida

Testar a criação de uma comunidade de energia que maximiza a obtenção de energia limpa e aumenta a eficiência energética. É este o objectivo do projecto IANOS, que conta com um total de 34 parceiros de oito países europeus e que terá como um dos objectos de estudo a ilha da Terceira. Com a EDP no papel de coordenadora, através da EDP New, a iniciativa visa, no fundo, a descarbonização desta ilha açoriana, mas também de Ameland, nos Países Baixos.

Com uma comparticipação de sete milhões de euros por parte da Comissão Europeia, o projecto IANOS terá a duração de 48 meses. Durante este período, serão implementadas “soluções emergentes e tecnologias disruptivas na produção e armazenamento de energia”, adianta a EDP. A esperança é de que seja possível comprovar o potencial de incremento das fontes renováveis em uso nos espaços insulares.



No caso concreto da ilha Terceira, as intervenções directas no terreno serão monitorizadas e geridas através de uma Virtual Power Plant inteligente. Trata-se de um sistema que permite agregar e optimizar as soluções desenvolvidas.

Em comunicado, a EDP frisa ainda a importância que a mobilidade eléctrica terá neste âmbito, nomeadamente através de soluções vehicle-to-grid (V2G), ou seja, o aproveitamento de baterias de veículos eléctricos de forma activa através de uma injecção de energia na rede em função das necessidades do sistema eléctrico da localidade. Desta forma, deverá ser possível garantir uma maior qualidade e segurança de abastecimento à população. Segundo a energética, esta tecnologia já está a ser testada nos Açores, mas na ilha de São Miguel.

O último eixo do projecto IANOS diz respeito à formação e capacitação da comunidade. De acordo com a EDP, é  uma peça-chave desta iniciativa, “de modo a aumentar a consciencialização dos cidadãos para as vantagens e benefícios económicos e ambientais resultantes da descarbonização das suas localidades e das suas ilhas”.

Além da EDP, que coordena o projecto, estão envolvidas outras entidades nacionais: o Governo dos Açores, a EDA – Eletricidade dos Açores, o Uninova – Instituto de Desenvolvimento de Novas Tecnologias, a EFACEC – Power Solutions, a VPS – Virtual Power Solutions e a BeON Energy.

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