A E-Redes encerrou o primeiro leilão de flexibilidade local no mercado de energia em Portugal, tendo despertado o interesse de 21 prestadores de serviços para todas as oito oportunidades disponibilizadas. Foram realizadas 632 licitações, ultrapassando os resultados alcançados nos mercados do Reino Unido e de França, nos primeiros leilões realizados nas suas geografias.
De acordo com o operador de rede de distribuição de energia elétrica, participaram 93% dos ativos registados, num total de 43 ativos qualificados, com as licitações a somar 36MW, distribuídos por 36 instalações de consumo com participação direta, duas instalações via agregador, três produtores e duas instalações de storage.
“Nas diferentes oito zonas piloto distinguem-se três tipos de produtos, Dynamic, Secure e Restore que se caracterizam por diferentes níveis de previsibilidade de necessidades extraordinárias por parte da rede elétrica e a que correspondem diferentes tipos de benefícios”, explica a E-Redes.
A E-Redes adianta que se propõe a aceitar 82% da capacidade oferecida, com todas as ofertas competitivas que respondam de forma mais favorável às necessidades da rede.
Explica ainda que até ao final de 2023, os contratos com os fornecedores de serviços de flexibilidade têm de ser validados, formalizadas as propostas de piloto regulamentar, feitos testes de qualificação junto dos fornecedores de serviços de flexibilidade e assinados os contratos.
O arranque da utilização dos contratos de flexibilidade está previsto para janeiro de 2024.




