Dois navios, um porta-contentores de bandeira maltesa e um petroleiro espanhol, foram atacados no estreito de Ormuz no âmbito da guerra entre EUA e Israel contra o Irão, anunciaram hoje as autoridades marítimas.
No caso do porta-contentores, o navio estava ao largo da costa de Omã, a navegar “para leste no Estreito de Ormuz” quando foi atingido, hoje, “por um projétil desconhecido, logo acima da linha de água, que causou um incêndio na casa das máquinas”, afirmou a Organização de Segurança Marítima do Reino Unido.
De acordo com esta organização, o ataque constituiu uma ação de retaliação do Irão no Golfo Pérsico.
A empresa privada de segurança marítima Vanguard Tech adiantou ainda que o navio era o ‘Safeen Prestige’, com bandeira maltesa, e dados divulgados pelo portal especializado Marine Traffic indicaram que o porta-contentores estava a percorrer o caminho entre o porto emiradense de Ghantout e Jeddah, na Arábia Saudita.
O outro navio atingido foi o petroleiro ‘Hercules Star’, pertencente à empresa de navegação espanhola Península, embora não navegasse sob bandeira espanhola, e foi atingido na terça-feira.
O motivo específico do ataque, anunciado pela diretora-geral da marinha mercante espanhola, Ana Núñez, não foi avançado, mas a responsável disse que não causou vítimas.
A atual situação geopolítica “é complicada”, referiu Núñez, adiantando que há outras empresas de navegação espanholas com embarcações na zona cuja localização está a ser analisada para eventualmente “reconsiderarem a modificação de rotas”.
A Guarda Revolucionária do Irão garantiu hoje que tem “controlo total” do Estreito de Ormuz, um ponto de estrangulamento crucial para o comércio global de petróleo à entrada do Golfo Pérsico.
“Atualmente, o estreito de Ormuz está sob o controlo total da marinha da República Islâmica”, disse um responsável da Guarda, em comunicado citado pela agência de notícias estatal iraniana Fars.
O Irão afirmou ainda que a passagem está fechada, uma medida que ameaça o transporte de 20% do petróleo mundial, apesar de os Estados Unidos terem anunciado que estão a preparar escoltas navais para petroleiros.














