O decreto do governo, aprovado pelo Parlamento na semana passada, que regulamenta o estado de emergência, não salvaguarda os doentes crónicos na faixa etária entre os 60 e os 70 anos, noticia o “Diário de Notícias” (DN).
A presidente da Associação Respira, Isabel Saraiva, lembra em declarações ao “DN” que a baixa traz «uma redução no rendimento familiar».
O mesmo entendimento tem o presidente da Associação Protetora dos Diabéticos de Portugal, José Manuel Boavida, que considera esta uma «lacuna» do decreto. «Não é fácil para quem tem 60 ou mais anos e é doente crónico ter de continuar a trabalhar, sobretudo quando percebe que não tem as condições adequadas no seu trabalho ou que não pode fazer teletrabalho», explica.
Daí que, a associação propôs ao governo a protecção especial a pessoas com mais de 60 anos que sejam diabéticos ou que tenham outras doenças cardiovasculares.
O “DN” lembra que os dados revelados pelos centros de controlo e de prevenção de doenças da China, dos Estados Unidos, do Japão e de outros países europeus são claros: a mortalidade em doentes infectados com doenças cardiovasculares, diabetes ou doenças respiratórias é mais elevada.
O site científico “Information Is Beautiful” diz que para os doentes cardiovasculares é de 10,5%, para a diabetes é de 7,4% e para as doenças respiratórias é de 6,3%. Depois seguem-se os doentes com hipertensão e os oncológicos, mas não há dúvida de que as três primeiras são as que têm maior taxa de mortalidade associada à Covid-19, acrescenta ao jornal.





