Disse adeus ao sol? Portugal enfrenta semana instável com chuva, trovoada e poeiras do Saara

Portugal continental enfrenta o início da semana sob condições meteorológicas marcadas por instabilidade, chuva e possível transporte de poeiras do Saara, num cenário de elevada incerteza atmosférica.

Executive Digest
Março 2, 2026
6:15

Portugal continental enfrenta o início da semana sob condições meteorológicas marcadas por instabilidade, chuva e possível transporte de poeiras do Saara, num cenário de elevada incerteza atmosférica. As previsões, como indicado pelo portal especializado Tempo.pt, apontam para a chegada de uma nova frente fria durante a madrugada e manhã desta segunda-feira, podendo provocar chuva, aguaceiros, trovoada e até granizo em algumas regiões.

Segundo as previsões meteorológicas, o fenómeno está dependente da evolução de uma depressão a sudoeste da Península Ibérica, que poderá funcionar como mecanismo de transporte de partículas em suspensão vindas do Norte de África. Pequenas variações na posição deste sistema poderão alterar significativamente a intensidade e a distribuição geográfica dos efeitos meteorológicos previstos.



Fim de semana estável antecedeu o regresso da precipitação
Durante o fim de semana que antecedeu esta alteração meteorológica, Portugal continental esteve sob influência de um anticiclone, que proporcionou condições de tempo estável, céu pouco nublado e ausência de precipitação.

Na madrugada de hoje chegou de um sistema frontal associado a uma depressão atlântica, responsável pelo regresso da precipitação ao território nacional.

De acordo com os modelos meteorológicos, as primeiras zonas a serem afetadas serão o Noroeste e o litoral Centro, por volta das 06h da manhã. A precipitação poderá ser inicialmente moderada no Minho e Douro Litoral, estendendo-se depois para o litoral entre Aveiro e Coimbra.

Ao longo da manhã, está prevista chuva fraca, mas persistente, evoluindo para um regime de aguaceiros durante a tarde. Esta linha de instabilidade deverá deslocar-se de oeste para leste ao longo do território nacional, originando uma distribuição desigual da precipitação acumulada.

Também durante a tarde existe possibilidade de trovoadas isoladas, embora a sua localização e probabilidade permaneçam incertas. Alguns cenários indicam a formação de aguaceiros convectivos no Centro e Sul, resultantes da subida forçada de ar húmido e quente associada à instabilidade frontal.

Poeiras do Saara podem provocar “chuva de lama”
Um dos fenómenos mais relevantes previstos para esta semana é a possível intrusão de poeiras do Saara sobre Portugal continental, fenómeno que poderá alterar a qualidade do ar e o aspeto do céu, tornando-o mais turvo, com tons esbranquiçados, acastanhados ou alaranjados.

A ocorrência deste fenómeno depende da posição de uma depressão localizada entre a Argélia e Marrocos, que poderá gerar um fluxo de sul ou sudeste em altitude, funcionando como uma espécie de “correia transportadora” de partículas em suspensão desde o Norte de África até Portugal.

Se a precipitação coincidir com estas partículas, poderá ocorrer o fenómeno conhecido como “chuva de lama”, resultante da deposição das poeiras transportadas na atmosfera.

Os mapas de qualidade do ar indicam que as poeiras poderão deslocar-se de sul para norte e do interior para o litoral durante o dia de segunda-feira, aumentando a probabilidade deste fenómeno sobretudo na segunda metade do dia.

Trça-feira pode trazer cenário mais abrangente de poeiras

Para terça-feira, algumas projeções indicam a possibilidade de expansão da pluma de poeiras sobre o território continental. O Centro poderá ser a região mais exposta, embora não se excluam episódios pontuais no Norte, dependendo da circulação atmosférica em altitude.

Durante a tarde de terça-feira, a evolução da depressão continuará a determinar o comportamento do fenómeno. Pequenas alterações na trajetória do sistema poderão favorecer a dispersão das poeiras ou, pelo contrário, intensificar a sua presença sobre Portugal.

Caso ocorram aguaceiros, poderá verificar-se deposição de poeiras à superfície, intensificando o fenómeno de “chuva de lama”.

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