A Presidente interina da Venezuela, Delcy Rodríguez, pediu esta sexta-feira a defesa do desenvolvimento dos hidrocarbonetos “sem qualquer tipo de tutela” e reiterou a exigência aos Estados Unidos de que ponham fim ao bloqueio contra o país.
Num encontro com empresários nacionais e estrangeiros do setor petrolífero, entre eles representantes da norte-americana Chevron, da britânica Shell, da francesa Maurel&Prom e da espanhola Repsol, Delcy Rodríguez apelou a que se acompanhe a “batalha pela Venezuela, pela sua soberania, pela sua independência e pelo desenvolvimento dos hidrocarbonetos sem qualquer tipo de tutela”.
Rodríguez assegurou que o país está “a dar mostras de que há caminhos para alcançar uma agenda energética” com os Estados Unidos “respeitosa, de cooperação e de trabalho eficaz”.
“Acredito que o secretário [de Energia dos EUA] Chris Wright, na sua visita à Venezuela, pôde perceber o esforço e estado de ânimo dos trabalhadores venezuelanos, dos empresários venezuelanos, que têm feito um esforço extraordinário num ecossistema adverso devido às sanções”, disse.
A líder chavista pediu, mais uma vez, ao Presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, o fim definitivo das sanções contra a nação sul-americana, das quais, afirmou, têm sido vítimas as empresas privadas, os trabalhadores e os académicos.
“Esse é um pedido de toda a Venezuela, de toda a Venezuela, e por isso nós, como Governo, também estamos num processo de iniciativa para o encontro nacional, para a coexistência democrática”, afirmou a governante, que propôs em janeiro uma amnistia – aprovada pelo Parlamento na semana passada -, ao abrigo da qual, segundo dados oficiais, 223 pessoas foram libertadas da prisão e 4.534 gozam de liberdade com medidas cautelares.
Rodríguez, que na passada quinta-feira se referiu a Trump como “parceiro e amigo” e pediu-lhe que suspendesse as sanções, agradeceu esta sexta-feira ao Presidente norte-americano pelas “expressões de respeito” para com o governo que ela lidera desde a captura e extração para uma prisão em Nova Iorque de Nicolás Maduro no mês passado pelos EUA.
Na terça-feira, durante o discurso sobre o Estado da União, Trump referiu-se à Venezuela como um “novo amigo e parceiro” e disse que trabalha “de perto” com a presidente interina, com o objetivo de “desencadear avanços económicos extraordinários para ambos os países e para os cidadãos que tanto sofreram”.
Wright, que visitou recentemente o país sul-americano, disse esta sexta-feira que as receitas provenientes do petróleo venezuelano serão depositadas diretamente no Departamento do Tesouro dos EUA e deixarão de passar por uma conta no Catar, como era feito inicialmente.



