O nível de risco de determinada actividade em tempo de pandemia depende de vários factores, desde a proximidade e contacto social com outras pessoas ao espaço em que é praticada. Susan Hassig, epidemiologista da Universidade Tulane (EUA), analisou algumas das actividades mais comuns e desenhou uma espécie de mapa de cautela que indica quais as menos arriscadas e aquelas que devem ser mesmo evitadas.
Independentemente do nível de risco, a especialista considera que a utilização de máscara de protecção sempre que possível é uma boa prática, bem como o distanciamento. Num artigo do Business Insider, é explicado que este tipo de medidas de prevenção poderá contribuir para alterar o risco de determinada actividade.
Risco elevado
– Reuniões e encontros com família e amigos, com quem não se partilhe casa no dia-a-dia. Susan Hassig sugere que se tenha em consideração a idade e possíveis doenças das pessoas em questão, bem como a possibilidade de estarem assintomáticas. «Não são apenas os amigos que estamos a ver, mas sim todas as pessoas com quem eles estiveram.»
– Bares. O problema não estará exactamente nos bares mas no tipo de actividades que acontecem geralmente nestes locais, nomeadamente ajuntamentos e impossibilidade de usar máscara enquanto se bebe.
– Eventos religiosos. A epidemiologista destaca também o potencial risco de rituais como apertos de mãos ou comunhão no caso da igreja católica. Multidões também são um factor a ter em conta.
– Cinemas e eventos desportivos. Alguns dos principais locais de entretenimento estão também entre os principais potenciais focos de contágio, especialmente devido às entradas e saídas que oferecem pouco espaço para o distanciamento aconselhado.
Risco médio
– Ginásios. Usar máscara sempre que possível é a recomendação de Susan Hassig para os ginásios, acrescentando ainda que os equipamentos devem ser desinfectados antes e depois de cada utilização.
– Restaurantes (espaços interiores). A circulação de ar representará o principal risco num almoço ou jantar no interior de um restaurante. Para ajudar a mitigar o nível de contágio, a especialista sugere que se usem máscaras enquanto a refeição não é servida. Aconselha também menus descartáveis.
– Cabeleireiros e centros de estética. Também de risco médio serão os salões de cabelereiro e os espaços onde é possível arranjar as unhas, por exemplo. Os colaboradores devem lavar as mãos com frequência e todas as pessoas devem usar máscara.
– Encontros românticos ou saídas com apenas alguns amigos. Quando o grupo de pessoas é reduzido, também o risco desce de nível mas, ainda assim, há cuidados a ter.
Risco médio-baixo
– Praias. A especialista norte-americana considera que é possível ir à praia desde que seja mantida a distância social.
Risco baixo
– Restaurantes (espaço exterior). Comer numa esplanada estará entre as actividades menos arriscadas, mas as mesas têm de estar distantes umas das outras.
– Actividades ao ar livre. Caminhadas no parque, por exemplo, não deverão ser fonte de preocupação. No entanto, há que ter em atenção que devem ser realizadas sem companhia ou, então, com as pessoas do agregado familiar.
– Compras em lojas. Ir ao supermercado ou comprar uma peça de vestuário nova não deverá representar grande risco, de acordo com Susan Hassig. Contudo, os provadores devem estar encerrados e peças experimentadas que não sejam adquiridas devem ficar em quarentena durante dois dias.
– Tocar no correio ou nas compras. Susan Hassig afirma que não desinfecta tudo o que compra e acredita que não haverá grande risco. Ainda assim, quem se sentir mais menos confortável poderá deixar todos os artigos não perecíveis dentro do saco durante alguns dias.






