O custo da nova dívida pública emitida por Portugal em janeiro disparou para 3,7%, confirmando o fim da trajetória descendente de diminuição de custo que marcou os últimos anos, segundo dados divulgados hoje pelo IGCP.
De acordo com o boletim mensal do IGCP – Agência de Gestão da Tesouraria e da Dívida Pública, o custo da nova dívida direta do Estado teve um agravamento face aos últimos anos, fixando-se no início de 2023 em 3,7%.
Esta taxa compara com o custo de 1,7% em janeiro de 2022, segundo o boletim mensal do IGCP divulgado em fevereiro do ano passado.
O aumento do custo da dívida reflete sobretudo a alteração de política monetária do Banco Central Europeu (BCE), que para fazer face ao aumento da inflação colocou fim à era de juros baixos, levando a um agravamento dos custos de financiamento.
Em termos anuais, o custo da nova dívida pública emitida por Portugal em 2022 subiu para 1,7%, o que compara com os 0,6% registados em 2021 e os 0,5% em 2020.
Desde 2016 (2,8%) que o custo da dívida vinha a diminuir, após ter atingido 4,4% em 2013 e 3,7% em 2014.









