O Centro Europeu de Prevenção e Controlo das Doenças (ECDC) avisa que os critérios de vacinação que estão a ser definidos agora poderão ter de ser reajustados se não houver vacinas para todos numa primeira fase. Por essa razão Andrea Ammon, diretora do organismo europeu, pede cautela aos governos e às famílias no sentido de se auto-isolarem antes do Natal para limitar o potencial do contágio nos encontros familiares durante a época festiva.
«Não sabemos exatamente quantas doses vão estar disponíveis no início, mas a previsão é de que serão ainda menos do que o número de pessoas inseridas nos grupos prioritários, por isso pode ter de se rever as prioridades», disse a diretora do ECDC em entrevista à Antena 1 e à RTP.
Perante a possibilidade do stock de vacinas disponível não ser suficiente para a totalidade das pessoas identificadas como prioritárias numa primeira fase, Andrea Ammon diz que a combinação de mais do que um fator, como “profissão” e “idade”, poderá ser melhor do que a utilização de critérios únicos.
A disponibilidade da vacina não é, no entanto, a única complexidade que a diretora do ECDC antevê. «É preciso garantir que há parâmetros que sejam acessíveis, que há pessoal para administrar, que há equipamentos, e algumas vacinas requerem duas doses por isso é preciso que haja um sistema que garanta que essas pessoas são chamadas para a segunda dose».




