Com a crise energética que está a assolar a Europa, os custos com a energia estão a ser um dos maiores desafios das empresas e um dos grandes entraves ao seu crescimento. Com o aumento nas faturas, algumas empresas podem pagar mais de 300% ao fim do mês.
Na Guarda, uma padaria pagava em julho os valores padrão, entre os 1.000 e 1.500 euros, mas em agosto passou dos 4.000 e em setembro passou os 5.000 euros. A estes custos acrescem outros fixos para a empresa, sendo que por parte da EDP a única alternativa apresentada foi o pagamento da fatura em duas vezes, de acordo com a reportagem da ‘SIC’ no local.
No mesmo distrito, outra padaria partilha das preocupações, ainda mais porque contam com três fornos, dois deles a gás natural, sendo que a próxima fatura obedece a um novo tarifário que, segundo o proprietário, reflete um aumento de 100% no preço. “Com o gás e pellets, nos três fornos, vou gastar cerca de 14.000 euros… antes gastava 4.000”, refere o proprietário.
Uma das opções para os empresários é refletir o aumento dos custos no preço final ao consumidor, no entanto, este cenário esbarra com um poder de compra cada vez mais reduzido dos portugueses.
Recorde-se que a inflação terá aumentado para 9,3% em setembro, face aos 8,9% de agosto, atingindo o máximo desde outubro de 1992, de acordo com a estimativa do Instituto Nacional de Estatística (INE).














