A farmacêutica norte-americana, Pfizer, vai entregar mais 75 milhões de doses da vacina contra a Covid-19 aos estados-membros da União Europeia (UE), no segundo trimestre de 2021, com o total deste ano a poder chegar aos 600 milhões.
A informação foi confirmada pela presidente da Comissão Europeia, Ursula von der Leyen, há instantes, através da sua conta de Twitter. «Estamos a trabalhar com empresas farmacêuticas para garantir que as vacinas são entregues aos europeus», começou por referir, na legenda da publicação.
We are working with pharmaceutical companies to ensure vaccines are delivered to Europeans. #BioNTech/@pfizer will deliver 75 million of additional doses in the second quarter of the year – and up to 600 millions in total in 2021.
— Ursula von der Leyen (@vonderleyen) February 1, 2021
«A BioNtech/Pfizer vai entregar 75 milhões de doses adicionais no segundo trimestre do ano – e até 600 milhões no total em 2021», acrescentou a responsável, anunciando boas notícias para a Europa, numa altura em que o atraso na entrega de vacinas na UE, por parte das farmacêuticas, tem sido motivo de preocupação.
Com estes atrasos, registou-se uma redução para cerca de metade, das doses entregues em Portugal. A confirmação foi dada ao ‘Negócios’, na semana passada, pelo coordenador do Plano Nacional de Vacinação, Francisco Ramos.
Estavam previstas inicialmente no plano de vacinação cerca de quatro milhões de doses de vacinas a ser entregues no nosso pais no primeiro trimestre de 2021. Contudo, com os atrasos, Portugal já só deve receber cerca de dois milhões até março.
Portugal «chegou a contar com 1,5 milhões de doses de vacinas da BioNTech/Pfizer até março», no entanto, espera-se que agora esse número não vá além das 200 mil, explicou na altura Francisco Ramos. O responsável disse, no mesmo dia, que já mais de 74 mil pessoas, tinham completado as duas fases de vacinação, todas com a vacina da Pfizer». Para além disso, outras «178 mil iniciaram a vacinação com essa vacina».
Portugal registou ontem 858 pessoas internadas em cuidados intensivos, o maior número de sempre, e 303 mortes relacionadas com a covid-19, o mesmo valor alcançado no passado dia 28, segundo a Direção-Geral da Saúde (DGS).
O boletim revela também que estão internadas 6.694 pessoas, mais 150 do que no sábado, das quais 858 em unidades de cuidados intensivos, ou seja, mais 15, valor este que representa um novo máximo da fase pandémica.
No último dia foram registados 9.498 novos casos de infeção por SARS-CoV-2, num total de 720.516, e mais 7.511 recuperados, totalizando 526.411 desde o início da pandemia.
A pandemia de covid-19 provocou, pelo menos, 2.219.793 mortos resultantes de mais de 102,5 milhões de casos de infeção em todo o mundo, segundo um balanço feito pela agência francesa AFP. A doença é transmitida por um novo coronavírus detetado no final de dezembro de 2019, em Wuhan, uma cidade do centro da China.














