O governo sueco irá aprovar dia 10 de janeiro medidas mais severas no combate à covid-19. Com a nova lei, Estocolmo pretende obter o direito de forçar o fecho de lojas e centros comerciais, assim como obrigar ao pagamento de multas, caso não seja cumprido o número máximo de pessoas em reuniões e locais públicos, adianta a revista Der Spiegel.
Desde novembro, o Executivo mudou de estratégia – até então baseada na responsabilidade pessoal dos cidadãos – e tem vindo a apostar em medidas coletivas mais rígidas, sendo proibidos ajuntamentos com mais de oito pessoas. Pela primeira vez, na semana passada os cidadãos foram convidados a usar máscara nos transporte públicos.
Com uma população de 10,3 milhões de pessoas, a Suécia registou quase 400.000 infeções e quase 8.300 mortes provocadas pela covid-19 ainda antes da véspera de Natal.
Este número de infeções é o mais elevado face a outros países nórdicos como Finlândia, Noruega e Islândia.
As decisões surgem depois de, na semana passada, o rei da Suécia, Carlos Gustavo, ter admitido ao canal de televisão nacional STV que a estratégia para lidar com a pandemia de covid-19 “falhou” e ter classificado como “terrível” o “elevado” número de mortes registadas em território sueco devido ao novo coronavírus.




