A cerca sanitária em Ovar, que vigora desde Março e foi prolongada até dia 17 de Abril, vai ser levantada esta sexta-feira, afirmou o ministro da Administração Interna, no balanço da reunião da estrutura de monitorização do Estado de Emergência.
O levantamento deverá ocorrer às 00h00, na passagem desta sexta-feira para sábado e ainda que o município vá levantar a cerca sanitária, sublinha-se a importância de continuar a aplicar as medidas preventivas, que pretendem combater a infecção da Covid-19.
“Haverá o levantamento de um conjunto de restrições que permitirão trabalhar fora do concelho e quem estiver fora poder reentrar no concelho, mas mantendo-se outras limitações”, explicou o ministro.
Tal como no resto do país, as deslocações estão autorizadas para trabalhar, comprar bens essenciais, dar apoio a doentes ou pessoas mais vulneráveis e por motivos de saúde. “Ovar deixa de ter um regime específico, o conceito de ‘cerca’ desaparece”, sublinha Eduardo Cabrita.
Com o regresso ao trabalho no concelho terão de ser cumpridas medidas de contenção da propagação da Covid-19 e as empresas terão que garantir novas formas de organização e normas de higiene para retomarem atividade no âmbito da Covid-19.
Segundo o governante, foi decretado o uso obrigatório de máscara para os trabalhadores das empresas industriais, os postos de trabalho terão de ter distanciamento mínimo de três metros, só um terço dos trabalhadores poderá estar em simultâneo no mesmo espaço comum, e estão previstas limitações ao trabalho para os maiores de 60 anos, adiantou.
Eduardo Cabrita sublinhou que as forças de segurança vão permanecer em Ovar “de forma ativa”, mas com características diferentes das atuais.
O Presidente da Câmara Municipal de Ovar, Salvador Malheiro já se tinha manifestado na manhã de quinta-feira sobre a convicção de que o cerco sanitário em Ovar seria levantado, voltando a fazê-lo esta sexta-feira através das redes sociais.
Na publicação o autarca refere que «tudo indica, que passaremos do estado de calamidade, para o estado de emergência nacional, com levantamento da nossa cerca sanitária» e avisa que apesar do bom tempo previsto para a região no fim de semana, «os passeios e romarias habituais às nossas Praias do Furadouro, Esmoriz e Cortegaça não serão permitidos».
O responsável afirma que foi realizada uma articulação de esforços com a GNR e a PSP, esperando-se «muitos agentes nas nossas ruas», para garantir o cumprimento das regras, adiantando que «se for necessário, cortaremos os acessos às ruas, marginais e passadiços», determinado a que o dever de confinamento social seja cumprido.
Por último Salvador Malheiro deixa uma mensagem de força à população: «Não vamos morrer na praia. Vamos vencer!», refere dizendo que «Vai ficar tudo bem!».
Recorde-se que na quinta-feira a directora geral da saúde, Graça Freitas, já tinha referido, na conferência de imprensa diária sobre a Covid-19, que «Ovar é um bom exemplo» porque «foi alvo de medidas extraordinárias em determinada altura porque tinha uma dinâmica da doença muito intensa e entretanto, felizmente, a avaliação da situação e a avaliação do risco epidemiológico indica que já não é uma situação especial».
Neste sentido a responsável indicou que estava previsto o levantamento da cerca sanitária no concelho de Ovar para este fim de semana, não sabendo na altura se seria «no dia 18 ou 19».
«Ovar foi alvo de medidas extraordinárias porque tinham dinâmicas da doença muito intensas. A avaliação epidemiológica em Ovar já não é uma situação especial. Tem características semelhantes às de outras zonas do país. Houve também um reforço do SNS no sentido de responder às situações de doença. Temos que pensar também nos fatores da população, sujeita a grande stress», afirmou Graça Freitas.










