Apesar de os especialistas acreditarem que possa ser desenvolvida uma vacina contra a Covid-19 em tempo recorde, as sociedades poderão ter de aprender a viver com o novo coronavírus caso não ser encontrada.
«Há alguns vírus para os quais ainda não temos uma vacina», disse à “CNN” o médico David Nabarro, professor na Imperial College de Londres, alertando que não é possível ter a certeza que a vacina vai aparecer «ou se – caso apareça – vai passar todos os requisitos de eficácia e segurança».
Para o especialista e também enviado especial da Organização Mundial da Saúde para a Covid-19, será «absolutamente essencial» a adaptação das sociedades, para que sejam capazes de «retomar a actividade económica e a vida social com o vírus pelo meio».
«Não quer dizer que seja impossível, mas seria um feito heróico» desenvolver uma vacina em tão pouco tempo, explicou, por sua vez, o médico Peter Hotez, director da escola de Medicinas Tropicais da universidade de medicina de Baylor, em Houston. «Precisamos de um plano A e de um plano B», realçou.
Keith Neal, professor emérito da universidade de Notthingham, tem o mesmo entendimento: «O confinamento não é sustentável economicamente e também não o é politicamente».
Já David Nabarro sugere a criação de um «contrato social», que significaria que uma tosse ou um ligeiro sintoma de gripe impediria as pessoas de irem trabalhar, por exemplo. E, na mesma linha de raciocínio, prevê ainda que o teletrabalho se torne o «novo normal», pelo menos em alguns dias da semana, embora ciente de que «vai ser mais difícil em países mais pobres».
O novo coronavírus, responsável pela Covid-19, já provocou mais de 250 mil mortos e infectou mais de 3,5 milhões de pessoas em todo o mundo. Mais de um milhão de doentes foram considerados curados pelas autoridades de saúde.







