Corrida às joias: Pandora supera resultados pré-pandemia

As vendas comparáveis da Pandora cresceram 7%, no período entre abril e junho deste ano, face ao mesmo período de 2019. Segundo a marca de joalharia dinamarquesa, os resultados obtidos no segundo trimestre de 2021, a nível mundial, ultrapassaram as vendas registadas no pré-pandemia.

Os Estados Unidos da América serão o principal responsável por este dinamismo, tendo ajudado a compensar também a quebra verificada na China. No país liderado por Joe Biden, as vendas trimestrais mais do que duplicaram em relação a 2020 e saltaram 63% quando comparadas com 2019. A Reuters justifica este aumento com os estímulos oferecidos pelo governo no âmbito da crise do novo coronavírus.

«Aprofundamos as expetativas relativamente ao crescimento nos EUA versus a primeira metade [do ano] e aumentamos as expetativas na Europa quando algumas lojas reabriram e está a correr bem», sublinha Alexander Lacik, CEO da Pandora. Em declarações à agência Reuters, indica que os EUA são, neste momento, o seu maior mercado, mas que poderá haver um ligeiro abrandamento no segundo semestre.

O banco sueco Handelsbanken considera que a grande questão diz respeito a quanto tempo consegue a operação nos EUA compensar os fracos resultados nos restantes mercados. Além disso, numa nota reportada pela mesma agência noticiosa, o banco indaga se a Pandora será capaz de estabilizar o negócio na Europa.

Isto ao mesmo tempo que a China não dá sinais de recuperação: aquele que é considerado o maior mercado de joalharia do mundo apresentou uma quebra de 13% nas vendas, entre o segundo trimestre de 2019 e o mesmo período deste ano.

O CEO da Pandora já adiantou que está a ser desenvolvido um plano para voltar a ganhar a confiança e o interesse dos consumidores chineses, estando previsto um reposicionamento de marca já em setembro.

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