Coronavírus consegue sobreviver em superfícies como maçanetas e apoios de autocarro durante 9 dias

O novo coronavírus (2019-nCoV) consegue permanecer até nove dias em em superfícies como vidro, plástico ou metal, alertam os cientistas.

Executive Digest
Fevereiro 10, 2020
20:57

O novo coronavírus (2019-nCoV) consegue permanecer até nove dias em em superfícies contaminadas como vidro, plástico ou metal, segundo a previsão de cientistas que estudaram dados de diferentes tipos de epidemias virais, como a Síndrome Respiratória Aguda Grave (SARS, na sigla em inglês) e a Síndrome Respiratória do Médio Oriente (MERS).

De acordo com a investigação, divulgada no “The Journal of Hospital Infection”, o vírus que nasceu em Wuhan pode transmitir-se de pessoa para pessoa ou por contacto com superfícies contaminadas.

Nos transportes públicos, por exemplo, onde as superficies como os apoios dos autocarros são tocadas por toda a gente, o vírus torna-se ainda mais perigoso devido ao facto de ser altamente contagioso.

«Nos hospitais, podem ser maçanetas, mas também mesas de cabeceira, camas e outros objectos em contacto directo com os pacientes, que muitas vezes são feitos de metal ou plástico», refere Günter Kampf, do Instituto de Higiene e Medicina Ambiental do Hospital Universitário Greifswald, na Alemanha, e co-autor do artigo.

Günter Kampf, em parceria com o chefe do Departamento de Virologia Molecular e Médica da Ruhr-Universität Bochum, Eike Steinmann, analisou 22 estudos sobre coronavírus e concluiu que os vírus conseguem sobreviver, em média, entre quatro a cinco dias em superfícies, mas alguns podem chegar aos nove dias. «A baixa temperatura e a humidade do ar aumentam ainda mais o tempo de vida útil» do vírus, aponta.

No entanto, o mesmo estudo mostra que se o novo nCoV2019 for semelhante ao SARS e ao MERS, o mais provável é que seja sensível a desinfectantes e agentes à base de etanol, peróxido de hidrogénio ou hipoclorito de sódio. «Diferentes coronavírus foram analisados ​​e os resultados foram todos semelhantes», conclui Eike Steinmann.

As autoridades chinesas elevaram esta segunda-feira para 910 mortos (contabilizando as duas registadas fora da China Continental, uma nas Filipinas e outra em Hong Kong) e quase 50 mil infectados o balanço do surto de pneumonia na China continental causado pelo novo coronovírus (2019-nCoVdetectado em Dezembro, em Wuhan. 

Além do território continental da China e das regiões chinesas de Macau e Hong Kong, há mais de 350 casos de contágio confirmados em 25 países. Na Europa, o número chegou no domingo a 39, com duas novas infecções detectadas em Espanha e no Reino Unido.

O balanço ultrapassa o da SARS que entre 2002 e 2003 causou a morte a 774 pessoas em todo o mundo, a maioria das quais na China. Mais tarde, descobriu-se que as autoridades chinesas encobriram novos casos de SARS durante meses, o que agravou a sua propagação. Desde 2004 que não havia registo de nenhum novo caso, a nível mundial, e a comunidade médica chegou a considerar  a síndrome respiratória aguda grave erradicada.

As pessoas infectadas podem transmitir a doença durante o período de incubação, que demora entre um dia e duas semanas, sem que o vírus seja detectado. Os sintomas incluem febre, dor, mal-estar geral e dificuldades respiratórias.

Veja aqui, em tempo real, o mapa da propagação do coronavírus.

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