Coreia do Norte financia programa de mísseis com roubo de criptomoedas, acusam Nações Unidas

Regime de Pyongyang terá chegado a mais de 43 milhões de euros em ativos digitais em 2020 e 2021

Francisco Laranjeira

A Coreia do Norte está a financiar o programa de mísseis do país através de ataques cibernéticos, que resultaram no roubo de milhões de dólares em criptomoedas usados no financiamento, segundo revelou um relatório divulgado pelas Nações Unidas. Entre 2020 e 2021, os ciberataques conseguiram roubar cerca de 43,61 milhões de euros em ativos digitais, “uma importante fonte de receitas” para o programa nuclear e de mísseis balísticos, concluíram os investigadores.

Os ataques cibernéticos em causa atingiram pelo menos três câmbios de criptomoedas na América do Norte, Europa e Ásia. De acordo com a investigação, entregue ao comité de sanções da ONU na sexta-feira, estes ataques têm-se revelado decisivos para financiar o regime norte-coreano.



Um estudo, divulgado no mês passado pela empresa de segurança ‘Chainalasys’, sugeriu que os ataques cibernéticos poderiam estar a render até 436 milhões de euros em ativos digitais aos norte-coreanos, só contando com 2021. O método utilizado é o ‘phishing’, explorações de código, malware e engenharia social avançada para desviar fundos das carteiras digitais com dinheiro à ordem associado, transferindo-os para endereços controlados pela Coreia do Norte.

Já em 2019, as Nações Unidas tinham concluído que a Coreia do Norte tinha conseguido reunir 1,744 mil milhões de euros para os programas nucleares e de mísseis balísticos com recurso a ataques cibernéticos sofisticados.

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