Coreia do Norte disparou uma dezenas de mísseis

A Coreia do Norte disparou hoje uma dezena de mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, denunciou a Coreia do Sul, que tem em curso exercícios militares anuais com Washington, criticados por Pyongyang.

Executive Digest com Lusa

A Coreia do Norte disparou hoje uma dezena de mísseis balísticos em direção ao mar do Japão, denunciou a Coreia do Sul, que tem em curso exercícios militares anuais com Washington, criticados por Pyongyang.


A influente irmã do líder norte-coreano, Kim Yo-jong, alertou na terça-feira para as “consequências terríveis e inimagináveis” que poderiam advir dos exercícios militares conjuntos, iniciados na segunda-feira.


As manobras militares anuais deverão mobilizar até 19 de março cerca de 18.000 soldados sul-coreanos e um número ainda desconhecido de militares norte-americanos.


As forças armadas de Seul detetaram “cerca de dez mísseis balísticos não identificados lançados da região de Sunan, na Coreia do Norte, em direção ao mar do Leste”, disse o Estado-Maior Conjunto da Coreia do Sul.


Mar do Leste é o nome coreano do mar do Japão.


Os mísseis foram detetados cerca das 13:30 locais (04:20 em Lisboa), disse o estado-maior num comunicado, citado pela agência de notícias France-Presse (AFP).


O Ministério da Defesa sul-coreano tinha anunciado antes que a Coreia do Norte disparara pelo menos um “projétil não identificado” em direção ao mar do Japão.


O Ministério da Defesa japonês também confirmou um disparo, referindo que “um presumível míssil balístico foi lançado pela Coreia do Norte”.


Pyongyang frustrou recentemente as esperanças de desanuviamento diplomático com Seul, de que Washington é um aliado essencial em matéria de segurança, descrevendo os últimos esforços de paz como uma “farsa enganosa e canhestra”.


O anúncio dos disparos ocorreu poucas horas depois de o primeiro-ministro sul-coreano, Kim Min-seok, em visita aos Estados Unidos, ter afirmado que o Presidente norte-americano, Donald Trump, considerava positivo um encontro com o líder norte-coreano, Kim Jong-un.


Washington desenvolve há décadas esforços que visam o desmantelamento do programa nuclear norte-coreano, mas cimeiras, sanções e pressões diplomáticas tiveram pouco efeito.


Nos últimos meses, a administração Trump procurou relançar as discussões de alto nível com Pyongyang.


Washington equaciona mesmo uma possível cimeira com Kim este ano, potencialmente durante a visita de Trump a Pequim no final de março ou início de abril.


Durante uma viagem à Ásia em outubro, Trump assegurou que estava 100% aberto a um encontro com Kim.


Após ter ignorado durante meses estes sinais de abertura, Kim declarou no final de fevereiro que os dois países poderiam “dar-se bem” se Washington aceitasse o estatuto de potência nuclear de Pyongyang.


Kim rejeitou, ao mesmo tempo, as aproximações de Seul e do Presidente sul-coreano, Lee Jae-myung, que tem tentado retomar o diálogo bilateral desde que iniciou funções em junho de 2025.


A Coreia do Norte “não tem absolutamente nada a ver com a Coreia do Sul, o seu inimigo mais hostil, e excluirá para sempre a Coreia do Sul da categoria de compatriotas”, afirmou Kim Jong-un no final de fevereiro.


Pyongyang e Seul não assinaram oficialmente um tratado de paz após a Guerra da Coreia de 1950-1953, pelo que, tecnicamente, continuam em guerra.


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