Há pelo menos três passos que as empresas podem dar no sentido de estarem o melhor preparadas possível para enfrentar a recessão económica que se avizinha. Jim Schleckser, CEO da Inc. CEO Project, lembra que, tal como aconteceu com outras crises, também esta passará, mas é preciso ter as armas certas e ter um plano para lidar com a adversidade.
Segundo o especialistas, existe um presente escondido por entre as recessões. Se as empresas souberem aproveitá-lo, poderão perceber que há oportunidades de melhoria e crescimento quando tudo parece desmoronar. No contexto actual em específico, em que muitas pessoas estão em casa e em que há negócios encerrados, o presente poderá ser o do tempo.
Com isto em mente, Jim Schleckser deixa três dicas para os líderes e gestores de negócios sobre como devem navegar os mares da crise:
1 – Consertar o modelo de negócio. Em fases de crescimento, as empresas terão dificuldade em fazer alterações ao modelo de negócio, seja através de um aumento dos preços ou da introdução de novos produtos. O foco vai, muitas vezes, para o serviço ao cliente, que deve ser o mais rápido possível e que, por isso, não deixa espaço para mudanças. Porém, uma crise abre espaço para todo o tipo de alterações;
2 – Observar os processos e automatismos. Serão os processos actuais os ideais para o negócio? Tempos de crise poderão ser a desculpa perfeita para observar e compreender se as ferramentas em vigor são as melhores ou se haverá outras etapas do negócio que poderão ser automatizadas, por exemplo – nem que seja apenas a resposta automática a emails.
Na opinião de Jim Schleckser, o teletrabalho está a obrigar as empresas a conhecerem as suas falhas tecnológicas e a encontrarem soluções para garantir que a actividade se mantém sem problemas. A digitalização dos negócios nunca foi tão necessária como agora e poderá resultar em mais eficiência;
3 – Avaliar a equipa. Recessões também são, habitualmente, momentos de avaliação. Não só de estruturas ou recursos tecnológicos (como referido na segunda dica), mas também de recursos humanos. No entanto, mais do que pensar em possíveis despedimentos, cabe aos líderes e gestores garantir que têm as pessoas certas nas respectivas equipas. Devem perguntar-se se estão rodeados de colaboradores dispostos a trabalhar pelo sucesso da empresa e pela sua sobrevivência e recuperação.
«Uma crise é uma excelente altura para avaliar o carácter de alguém», afirma Jim Schleckser. Permite ver se as pessoas se afastam e acomodam ou se se mostram disponíveis e com ideias para dar a volta aos problemas.




