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A renovação da gama Opel segue a ‘todo o vapor’ e não dá sinais de abrandamento: ao longo dos últimos 24 meses, uma grande parte do portefólio da marca de Rüsselsheim foi regenerada. Ao Adam e respectivas derivações Rocks e S, seguiram-se o importantíssimo Corsa e o novo Karl, com toda a gama de pequenos modelos compactos da Opel transformada em curto espaço de tempo. Agora, é a vez da nova geração do Astra ser apresentada em território nacional, tratando-se de um dos modelos mais esperados no Velho Continente em 2015. Afinal, falamos do segundo modelo mais vendido na Europa desde 1991!
Ainda que o segmento C esteja hoje ‘inundado’ de propostas do estilo SUV criadas para rivalizar com os familiares compactos tradicionais, a Opel prefere não desvirtuar o conceito já provado e bem-sucedido do Astra. Criado de raiz a partir de uma folha em branco e desenvolvido com o lema da eficiência como mote, o novo Opel Astra surge envolto em grandes e naturais expectativas por parte dos responsáveis da marca alemã, que vêem neste novo modelo as credenciais fundamentais para dar seguimento ao legado de sucesso inaugurado pelo kadett de 1936, que se afigura como fundador ‘espiritual’.
A designação Kadett viria a ‘cair’ na década de 1990, sendo substituída pelo nome Astra, mas os objectivos de liderança entre os compactos familiares do segmento C mantiveram-se inalterados. No total, até ao momento, a Opel produziu cerca de 24 milhões de unidades do Kadett e do Astra, mas neste novo capítulo que a marca está a escrever há espaço para um português.
Aos 38 anos de idade, Pedro Lazarino assume a autoria do Astra, num facto que naturalmente concede a este lisboeta a viver na Alemanha desde Novembro de 2010 um grande orgulho. Mas a criação da 11ª geração deste compacto não é a sua primeira experiência no desenvolvimento de projectos de elevado calibre. Com efeito, Lazarino já havia sido o responsável pelo desenvolvimento do best-seller Opel Mokka (prejudicado em Portugal pelo esquema de classificação nas portagens que lhe aplicou Classe 2) e do recém-lançado Opel Karl, citadino moderno, económico e versátil. Para o Gestor de Produto para os Automóveis Compactos, Monovolumes e Crossovers da Opel trata-se de um sinal de reconhecimento pelo seu trabalho, mas também um desafio que tem vindo sempre a aumentar de exigência.
Menos peso, maior eficácia
Uma das directrizes fundamentais no desenvolvimento do novo Astra, como referiu Lazarino em declarações exclusivas à Automonitor, foi a redução de peso, com o modelo a beneficiar de uma nova plataforma, mais leve, que permitiu uma redução de 20% ao nível do peso da carroçaria. Ou seja, a ‘dieta’ permitiu uma redução de 357 para 280 kg.
Pedro Lazarino destaca o lado da redução de peso e explica que “mais do que uma nova plataforma, o novo Astra pode ser até 200 kg mais leve. Em média, dependendo da versão de motorização, a redução no peso fica entre os 120 e os 140 kg”.
Outras intervenções ao nível do chassis, como o recurso a aços especiais ultra-rígidos e sub-chassis mais compactos, permitiram uma redução adicional de 50 kg. Graças a estas premissas, a Opel obteve maior ligeireza nesta nova geração, alcançando um dos seus maiores objectivos: reduzir o peso geral, potenciando assim também a eficiência e a dinâmica, que hoje são características intrínsecas entre si.
“Se traduzirmos essa redução de peso alcançada com a nova plataforma em valores de consumos e de emissões mais baixos torna-se relevante para todos os clientes. É com grande orgulho que digo que o novo Astra vai ter valores de CO2 de referência no segmento C de 96 g/km de Co2 para o motor 1.0. Isto dá-nos a indicação clara de que optámos por uma plataforma mais eficiente e mais dinâmica que dará frutos que todos os clientes irão sentir”, referiu igualmente Pedro Lazarino, mencionando a grande mais-valia da redução do peso para o incremento geral da eficiência.
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Pelo lado estético, mais do que uma revolução, a Opel preferiu avançar pelo caminho da evolução, com silhueta semelhante ao do actual modelo, mas profundamente distinto, caracterizando-se por linhas dinâmicas e formas fluidas. A inspiração foi o protótipo Monza, mostrando faróis esguios e grelha dianteira com apontamentos cromados, característica que, de resto, se estende ao perfil da carroçaria. O pormenor mais original surge nos pilares C, criando a impressão de que o tejadilho está separado da carroçaria, aquilo que na indústria se convencionou apelidar ‘tejadilho flutuante’.
No primeiro contacto com o novo Astra (numa apresentação estática), pudemos comprovar o estilo bem conseguido, com linhas musculadas e, paralelamente, elegantes. Por outro lado, este modelo está agora um pouco mais compacto: com 4,37 metros, é cinco centímetros mais curto do que o actual Astra, produzindo um efeito aerodinâmico mais eficaz (coeficiente inferior a 0.30). Também a distância entre eixos foi reduzida em dois centímetros, mas ainda assim, a volumetria do habitáculo cresceu, mercê de novo desenho dos bancos dianteiros, que permitiu um incremento na área para os joelhos dos passageiros dos bancos traseiros (mais 35 mm).
Ao nível do habitáculo, a primeira impressão que resulta é de grande qualidade perceptível, com materiais mais requintados na parte superior do tablier e construção de muito bom nível. O ecrã táctil domina a consola central, a qual, por sua vez, está agora muito mais simples em termos de disposição dos comandos, surgindo numa disposição mais racional e bem conseguida que promete agradar aos condutores. Ainda a nível do interior, destaque para os bancos com o selo de certificação da associação de especialistas em ergonomia AGR, os quais surgem sempre como um opcional. O condutor terá ao seu dispor 18 modos diferentes de regulação por via eléctrica, além de funções de massagem, ventilação e regulação de largura. Por seu turno, aos passageiros do banco traseiro é oferecido conforto acrescido graças a um sistema de aquecimento.
O modelo que pudemos observar em primeira mão surgia na linha de equipamento Dynamic, contando com alguns elementos específicos, como o botão Sport, forro interior do tejadilho em preto, acabamentos em ‘Piano Black’ no interior e ar condicionado automático, além dos frisos cromados no exterior.
Motorizações renovadas
No campo das motorizações também é tudo novo, com um leque de potência entre os 95 cv e os 200 cv, procurando aliar eficiência, suavidade de funcionamento e boa resposta no acelerador.
No capítulo dos turbodiesel, o 1.6 CDTI vai estar disponível em várias versões, com patamares de potência diferentes, numa gama que se inicia em 95 cv e está disponível também com 110 e 136 cv. Do lado dos motores a gasolina, a base será o 1.0 Turbo de 105 cv (170 Nm de binário) com injecção directa, sendo esta uma versão importante para a marca, em especial por oferecer emissões de apenas 95 g/km de CO2. A ligeira redução da potência em relação ao que é aplicado no Corsa e no Adam (115 cv) prendeu-se com a necessidade de manter as emissões num patamar reduzido.
Estreia sonante é a do 1.4 ECOTEC DirectInjection Turbo de 150 cv, bloco de quatro cilindros que é da mesma família dos tricilíndricos que a Opel lançou há cerca de meio ano. O novo 1.4 Turbo possui bloco e cabeça em alumínio, oferecendo 245 Nm de binário máximo entre as 1800 e as 4000 rpm. Registe-se que o bloco deste novo 1.4 Turbo, feito de alumínio, pesa menos 10 kg que o bloco de ferro fundido do actual 1.4 Turbo, sendo parte integrante do esforço de redução de peso da Opel. Prevista está, ainda, uma versão deste mesmo motor com 125 cv de potência e 230 Nm de binário. Em Novembro, ainda durante a fase de lançamento, chegará o motor 1.6 ECOTEC Turbo de 200 cv de potência
Tecnologia em grande destaque
Também em amplo destaque neste novo Astra estão o sistema de infoentretenimento IntelliLink de nova geração, o revolucionário OnStar e a tecnologia de iluminação IntelliLux LED. Sobre o primeiro, trata-se de uma evolução com dois sistemas assentes em ecrãs tácteis de 7 ou 8 polegadas e integração alargada de smartphones, graças ao Apple CarPlay e Android Auto.
Já o OnStar representa um forte avanço na área da conectividade automóvel na Europa, com Pedro Lazarino a explicar que este sistema demorou mais tempo a chegar à Europa pela necessidade de o adaptar a vários tipos de idioma e especificidades locais. Com este sistema a Opel oferece soluções de conectividade e tecnologias avançadas de informação, sendo lançado a partir do final de Agosto em 13 países europeus, incluindo Portugal. Em caso de acidente (com o despoletar dos airbags), o sistema coloca automaticamente um especialista de emergência em contacto com os ocupantes da viatura, sendo que na ausência de resposta envia de imediato auxílio para a localização do automóvel, obtida por GPS. Além disso, oferece ainda funcionalidade como ‘hotspot’ Wi-Fi 4G LTE, assistência em caso de roubo do veículo e aplicação para ‘smartphone’. O Opel OnStar e Wi-Fi tem um período de experimentação de 12 meses, sem custos.
Por fim, os faróis com tecnologia IntelliLux LED representam uma estreia para o segmento, apresentando a particularidade de funcionarem sempre em luzes de ‘máximos’ sem provocar encandeamento. Os sistemas de assistência à condução e de segurança também estão em grande destaque, com tecnologias de Reconhecimento de Sinais de trânsito, Alerta de saída de faixa, Indicador de distância, Alerta de colisão iminente (com travagem activa), Alerta de ângulo cego e Ajuda ao estacionamento.
Sobre futuras variações, Lazarino confirmou o lançamento de uma versão carrinha para o novo Astra, cumprindo assim um requisito necessário para o sucesso neste segmento, mas destacou que, por enquanto, será mantida a actual carroçaria GTC, a qual foi lançada com alguma desfasamento na geração anterior.
O novo Opel Astra chegará ao mercado nacional nas primeiras semanas de Novembro, com as encomendas a iniciarem-se no final de Agosto. Os preços serão revelados em breve.








