Conheça as 10 medidas de Costa para o regresso à normalidade

O primeiro-ministro, António Costa, já está a preparar o regresso de Portugal à normalidade, previsto para o próximo mês de Maio, tendo inclusive elaborado um plano para o efeito: aumentar a oferta de transportes públicos, com medidas rigorosas de higiene; reabrir creches; e uma massificação da oferta, controlada e certificada, de máscaras de protecção individual e de álcool gel desinfectante. A par do tele-trabalho, que é para manter, os funcionários vão poder voltar às empresas, mas à vez.

António Costa falou sobre este regresso à vida normal no final do debate desta quinta-feira que culminou com a aprovação da renovação do estado de emergência durante mais 15 dias, revelando estar a preparar nestas próximas duas semanas aquilo que será a vida da sociedade no próximo ano e meio (enquanto não houver vacina) e que essa preparação tem de começar agora, para vigorar a partir de maio. «Teremos de aprender a conviver com o vírus», disse, sublinhando que para isso tem de haver regras.

«Os próximos 15 dias são fundamentais para que em maio possamos retomar, não a normalidade da vida, mas para podermos retomar a capacidade de poder viver em condições de maior normalidade com a garantia de que a pandemia se mantém controlada», afirma António Costa.

Desta forma conheça agora as medidas sugeridas pelo primeiro-ministro no regresso à normalidade em Maio:

  • Reforço de máscaras. É preciso tornar abundante no mercado, nas próximas duas semanas, os meios de protecção individual como as máscaras, disse António Costa, sublinhando que a Direção-Geral da Saúde tem vindo a recomendar a sua utilização. O mesmo para o álcool gel. A ideia é haver no mercado máscaras e gel em quantidades suficientes, e a preços controlados, sendo uma condição essencial para a reabertura dos serviços.
  • Aumentar oferta dos transportes públicos, para não irem sobrelotados, e aumentar as normas de higiene, tanto nos espaços de trabalho e nos espaços públicos, como nos transportes públicos. “É a maior dificuldade logística que enfrentamos e à qual temos de dar resposta. Temos de dar resposta gerindo do lado da procura, encontrando formas de horários desencontrados e com uma nova organização do trabalho que não crie ondas de ponta muito fortes. Terá de ser aumentada do lado da oferta a capacidade de que os portugueses possam voltar a circular em segurança nos transportes públicos”, advertiu.
  • Horários desencontrados para evitar horas de ponta. Segundo o primeiro-ministro, «temos de encontrar formas de ter horários desencontrados, uma nova forma de organização do trabalho que não crie ondas de ponta fortes, mas também temos de criar capacidade para que voltemos a circular em segurança nos transportes públicos em Portugal».
  • Teletrabalho é para manter.  A ideia é que os trabalhadores se alternem, até para dar tempo aos transportes públicos de se reorganizarem e ficarem com capacidade de acolher toda a gente quando as pessoas voltarem aos seus locais de trabalho.
  • Trabalho à vez. Mesmo no local de trabalho, Costa sugere que as empresas se organizem de forma a garantir que uns trabalhadores vão de manhã para o local de trabalho, outros à tarde, ou num esquema de rotatividade semelhante. A ideia é aliviar o confinamento e começar a olhar “com realismo e prudência” para um “programa sério” de relançamento da economia.
  • Reabertura de creches em Maio, estando isto dependente também da evolução da curva epidemiológica de Portugal, e que as aulas presenciais (algumas) do 11.º e 12.º ano, possam também ser retomadas em maio. Costa considera que as crianças «precisam de conviver sem estarem confinadas ao seu espaço familiar», e os pais precisam de retomar o trabalho com melhores condições. «Gostaria muito que as crianças do pré-escolar pudessem voltar a conviver, porque é importante que convivam sem estarem confinadas no seu espaço familiar», afirmou.
  • Reabertura gradual do comércio e restauração. O primeiro-minsitro disse ainda que é importante olhar para o comércio e restauração, com medidas graduais: “Devemos olhar para o pequeno comércio de bairro, que junta menos gente e que melhor responde à economia local”, disse. Por outro lado, considerou, “o grande desafio” está nos cuidados pessoais, como cabeleireiros e barbeiros. “Temos de ter normas específicas de segurança para os profissionais e para os utentes. Mas temos de de dar resposta durante o mês de maio para poder ter esses serviços abertos”, afirmou António Costa.
  • Restabelecer os serviços na administração pública, durante o mês de maio. “Durante o mês de maio, temos de começar a restabelecer o serviço de atendimento presencial nos serviços da administração pública e pôr termo à suspensão de prazos procedimentais e processuais. A administração pública tem de transmitir ela própria a confiança necessária aos cidadãos de que podemos ir retomando o nosso ritmo de vida normal”, frisou.
  • Cultura não pode continuar encerrada, aplicando-se a mesma regra para os eventos ao ar livre. Costa quer criar condições para que possam ser retomadas actividades culturais ao ar livre, mantendo as medidas de segurança necessárias. «Temos de olhar também para as actividades e recintos desportivos, e para o conjunto de outras actividades públicas, também para os espectáculos ao ar livre. Temos de ir criando condições para a cultura, que não pode continuar encerrada à espera de melhores dias».
  • Férias cá dentro. Sendo o turismo um dos sectores mais afectados com a pandemia, e sendo o relançamento da economia uma prioridade para a crise não se agravar, Costa volta a repetir o que já tinha sugerido, “férias de verão, sim, mas cá dentro, porque estamos sempre mais seguros cá dentro nesta fase e menos sujeitos à incerteza.”

 



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