Como as empresas devem recrutar e reter talento

De acordo com a Harvard Business Review, “mais de 90% dos funcionários estariam dispostos a ganhar menos 23% para fazer um trabalho que lhe fizesse mais sentido”.

Inês Amado

A evidência de que as pessoas querem, cada vez mais, trabalhar em empresas que atendam aos seus objetivos é uma noção que os responsáveis de Recursos Humanos não podem desvalorizar, sobretudo numa altura em que o mercado laboral enfrenta uma escassez de oferta de talentos face à procura.

De acordo com informação divulgada na publicação Harvard Business Review, “mais de 90% dos funcionários estariam dispostos a ganhar menos 23% para fazer um trabalho que lhe fizesse mais sentido”.



O mesmo documento dá conta ainda de que trabalhadores com funções que lhe interessassem mais “têm 69% menos probabilidade de deixar os seus empregos nos seis meses seguintes, além de permanecerem mais tempo com esses empregadores”.

As limitações da abordagem tradicional dos Recursos Humanos são examinadas no livro Activate Brand Purpose, publicado em março de 2021, no qual é apresentada um roteiro pragmático de como diretores de Recursos Humanos podem ajudar a atrair e reter talentos para as empresas.

Scott Goodson, um dos autores da obra, defende que a atuação dos diretores no sentido “de melhorar a disposição do talento para trabalhar”. Na opinião do fundador da StrawberryFrog, o primeiro movimento global de Marketing,  “ativar o propósito da marca para funcionários com um “Movimento Interior” fornece uma razão diferenciada e significativa para estar lá”, “além das tarefas, ambiente de trabalho, benefícios e remuneração competitiva” já acordados.

Goodson sublinha, num artigo publicado na revista americana Inc., que a pandemia veio clarificar as prioridades das pessoas, privilegiando o “significado” acima de outros fatores, sendo esse o caminho que as empresas e marcas podem oferecer no sentido de se alinharem de forma mais poderosa com a força de trabalho emergente da pandemia.

Carlos Cunha, diretor comercial da Dynabook Portugal, aludiu a essa mesma elucidação de prioridades no decorrer da pandemia, num artigo publicado na Human Resources: “O chamado ‘business as usual’ foi virado do avesso durante o último ano e exigiu uma redefinição do significado de equipas felizes. O tempo fora do escritório deu aos colaboradores uma oportunidade de repensar as suas prioridades e expectativas profissionais”.

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