Como a Uber continua a inovar

Achava que a Uber já não tinha mais nada para nos surpreender? Pois desengane-se. Uma das novidades é a Uber Lite. Mas há mais.

Por Fast Company

No passado mês de Junho, a Uber anunciou ao Mundo a Uber Lite. Nem mais nem menos que uma versão mais simples da aplicação criada para passageiros em mercados emergentes. Desenvolvido por uma equipa da Índia, o piloto inicial começou por decorrer nesse mesmo país antes de um lançamento internacional.

O tamanho da aplicação é um dos principais benefícios, pois com cinco MB – em comparação com os 291 MB da aplicação normal para iOS – é bastante pequena: mais pequena que três selfies! O segundo benefício principal é ter um processo de marcação simplificado. Pensavam que a Uber não podia ser mais simples? Pois, então continuem a ler este artigo…

Claro que a Uber não foi a criadora de aplicações “Lite” para mercados emergentes; a Uber Lite segue jogadas semelhantes da Facebook, Amazon e até da Ola, líder de pedidos de táxi na Índia. Mas isto é uma execução impressionante que combina uma noção clara das preferências locais com disponibilidade para quebrar regras antiquadas.

Em resposta à forma como os viajantes indianos já usavam o serviço, a nova aplicação terá locais de interesse alinhados para pontos de recolha. Entretanto, assim que uma marcação é confirmada, a matrícula do condutor é revelada com uma maior proeminência. Claro que gostaríamos um dia de ver essa característica na aplicação normal, em vez de termos de carregar com alguma força no telemóvel ao mesmo que se  tropeça em três filas de taxistas irritados no aeroporto…

Quando a Uber entrou nas nossas vidas (muito antes do desfile de escândalos), a experiência de utilizador e o modelo de negócio sofreram um enorme impacto. Aqui estava uma inovação que mudava o que os consumidores esperavam do mundo à sua volta e que criava novas expectativas nos serviços por aplicação e a pedido. Agora, a Uber conseguiu de novo. A aplicação Lite deve acelerar as expectativas de personalização nos comportamentos, gostos e preferências em mercados emergentes. Por isso fica a pergunta: você é suficientemente arrojado para permitir que a sua equipa – ou equipas relevantes locais – adapte a oferta principal da marca para novos mercados ou novos segmentos de clientes?

Este artigo foi publicado na edição de Julho de 2018 da Executive Digest.

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