Os medicamentos que estão a ajudar no tratamento de pacientes com Covid-19 podem estar a contribuir para o aumento preocupante de superbactérias que estão a infetar pessoas no mundo inteiro, refere a Study Finds.
Investigadores nos Estados Unidos descobriram que os casos de infeções bacterianas resistentes a medicamentos estão a subir comparativamente ao ano anterior ao surgimento da pandemia de coronavírus.
Estas infeções que se desenvolvem enquanto um paciente está no hospital dispararam durante a pandemia e estão a afetar tanto os pacientes infetados com a Covid-19 como as pessoas que não contraíram o SARS-CoV-2.
Segundo os investigadores Karri Bauer e Vikas Gupta, em 2019 cerca de 1,2 milhões de pessoas morreram no mundo devido a infeções bacterianas resistentes a medicamentos. As estimativas apontam para um número dez vezes superior em 2050.
No total, o estudo analisou os registos de saúde de quase 1,8 milhões de pacientes que foram internados nos hospitais norte-americanos antes da pandemia e de 3,7 milhões de pacientes hospitalizados durante a pandemia. No período pré-pandemia, 63.263 pessoas entraram no hospital com pelo menos uma infeção bacteriana resistente a medicamentos. Esse número duplicou para 129.410 durante a pandemia.
O estudo dos investigadores norte-americanos indica que os dois fatores que estão a contribuir para o aumento destas infeções bacterianas são o aumento do consumo de medicamentos e a perturbação na prevenção de infeções.
“É particularmente preocupante que a resistência a medicamentos tenha aumentando durante a pandemia tanto em pacientes que testaram positivo ao SARS-CoV-2 como a pacientes que testaram negativo. As infeções contraídas nos hospitais são uma grande preocupação, com as taxas de resistência antimicrobiana a serem significativamente maiores durante a pandemia do que antes”, explicou um dos autores do estudo, Karri Bauer.



