Como a Anki criou um bot mais inteligente

Por Sean Captain, colaborador da Fast Company

Desde a sua criação em 2010, por três alunos do Carnegie Mellon Robotics Institute, que a Anki tem estado sempre na vanguarda da tentativa de realizar o sonho de qualquer humano: o de ter um robô em casa. De que forma? Através de brinquedos adoráveis. O Cozmo (160 euros), um pequeno bot bulldozer que passeia e joga jogos simples, foi o brinquedo que mais vendeu, em receitas, na Amazon US, UK e França em 2017, segundo dados da One Click Retail, e ajudou a Anki a obter quase 90 milhões de euros em receitas. Em Outubro, a Anki lançou o Vector, de 220 euros. O bot do tamanho da palma da mão assemelha-se ao Cozmo, mas por dentro é totalmente diferente.

A empresa passou anos a dar ao Vector a capacidade de reagir e interagir com o seu ambiente e com pessoas. Está feito para brincar – e muito mais. «Sempre soubemos que não somos uma empresa de brinquedos», revela Boris Sofman, co-fundador e CEO da Anki.

Conheça melhor o Cozmo:

CAPACIDADE DE PROCESSAMENTO

O cérebro do Vector, um chip Qualcomm Snapdragon 212 quadcore, permite ao bot gerir uma rede neural que está a ser treinada para compreender o mundo à sua volta; as actualizações online irão aprofundar a sua inteligência visual. O seu grande feito para lançamento: o Vector detecta pessoas, mesmo quando as suas faces não são visíveis;

UMA PERSONALIDADE SUBTIL

Responde a estímulos, como conversas e contacto visual, e segue algumas pistas: movimento periférico, sons ou luzes. A Anki usa um serviço online de processamento de linguagem natural para traduzir comandos humanos mais complexos. As informações alimentam um gráfico emocional que determina como o Vector se deve “sentir” numa situação e permite-lhe improvisar a resposta;

APARELHOS AUDITIVOS

Tem quatro microfones no topo, permitindo-lhe discernir a direcção dos sons e reagir a comandos de voz simples. Quando ligado ao Wi-Fi, consegue dar informações sobre o tempo, definir um temporizador e oferecer respostas verbais a perguntas como “Qual a capital do Idaho?”. No futuro, pode ser usado como controlo de voz para aparelhos domésticos ligados;

JANELAS PARA A ALMA

Os olhos, representados num ecrã de 184 por 96 pixels, parecem analisar o que o rodeia e responder a comandos ao abrirem e fecharem. O robô vê realmente através de uma câmara de vídeo grande-angular de 720p logo abaixo do ecrã. Se o bot faz contacto visual com um humano, fica entusiasmado, fazendo os seus habituais sons incompreensíveis ou levantando os “braços” para um cumprimento;

CAPACIDADE CARTOGRÁFICA

Com um scanner a laser infra-vermelho, o Vector cria uma representação visual do seu ambiente através de um processo chamado localização e mapeamento simultâneo. Os sensores permitem-lhe atravessar, por exemplo, uma mesa e parar antes de chegar à beira. «Queremos que seja curioso, que consiga mapear o seu ambiente», explica Meghan McDowell, directora de gestão de programas da Anki.

Este artigo foi publicado na edição de Dezembro de 2018 da Executive Digest.

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